4 motivos para você ser dizimista

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Falar em dízimos e ofertas para muitos padres pode ser complicado em decorrência dos mal entendidos, exageros e claro, pela má intenção de alguns, que se valem da influência que têm e tiram vantagem dos fiéis mais desavisados.

São Paulo nos alerta em 1 Timóteo 6, 10 “Porque a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro. Acossados pela cobiça, alguns se desviaram da fé e se enredaram em muitas aflições.” E isso que São Paulo diz é uma grande realidade em nossa sociedade. As pessoas têm um grande amor ao dinheiro! Nossa sociedade é idólatra!

Tudo ou quase tudo que tange a idolatria é pregado de uma forma tão errada, vinculando o fato de ter um crucifixo e/ou imagens sacras em nossas casas e nossos templos como idolatria. Mas é um engano! Idolatria é tudo aquilo que está no lugar de Deus e/ou entre Deus e nós.

Portanto, o dinheiro sem dúvida nenhuma é o “deus” de muitos! Acredito que a grande maioria nem se dê conta disso, às vezes até acreditam serem bons cristãos e terem Jesus como único Senhor, mas na prática, o dinheiro e o poder ocupam um lugar de prestígio em seus corações. Essa pessoa que vos escreve, já pensou assim. Eu achava que tinha Jesus como Deus e que o primeiro lugar era só Dele, mas na verdade, Jesus “disputava” em meu coração com minha profissão, meu dinheiro e com o prestígio profissional que gozava no segmento em que trabalhava.

Muitos se impressionam com as pessoas que têm dom de oração em línguas ou então com as pessoas que têm o dom de profecias, mas podemos ver que o dom da oração em línguas é o menor dos dons, conforme 1 Coríntios 12, 28 “Na Igreja, Deus constituiu primeiramente os apóstolos, em segundo lugar os profetas, em terceiros lugar os doutores, depois os que têm o dom de milagres, o dom de curar, de socorrer, de governar, de falar diversas línguas.” Usa-se muito a expressão “Deus usou o irmão Heregevelson (personagem fictício) para fala isso”, profecias essas que muitas das vezes não são profecias, mas sim, alguma intuição e/ou sugestão carnal e que, portanto, tem grande chance de não acontecer.

Mas Deus usa muitas outras pessoas, usa para limpar a Igreja, para cuidar dos paramentos e objetos litúrgicos, para distribuir cestas básicas e usa também, as pessoas para ajudar financeiramente. Portanto, se tem o sonho de ser usado por Deus, comece pelo mais simples, que é ser dizimista.

No capítulo 13, no versículo 8, São Paulo diz “A caridade jamais acabará. As profecias desaparecerão, o dom de línguas cessará, o dom de ciência findará” e já no último versículo, o 13 vai dizer “Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade – as três. Porém, a maior delas é a caridade.”

Essa tradução é da Bíblia Ave Maria, algumas traduções utilizam a palavra “amor” ao invés da palavra “caridade”. No entanto, podemos entender que a caridade é maior expressão do amor. Temos uma noção muito romantizada e erotizada da palavra amor. No entanto, amor que a Bíblia diz é o amor de doação, o amor incondicional, o amor sem esperar nada em troca. Será que nós cristãos católicos amamos realmente a Deus e nossos irmãos?!

Por inúmeras questões, a questão de dízimos e ofertas é quase que um tabu! Algo que deveria ser tratado com muita naturalidade por todos, mas é um tema muito complicado.
Vejamos quatro motivos para você ser um dizimista:

1-    Amor a Deus

O primeiro grande mandamento diz que devemos amar a Deus sobre todas as coisas. Mas será que realmente amamos a Deus sobre todas as coisas!?

A Igreja é de Cristo, aliás, a Igreja é também o próprio Corpo de Cristo, podemos ver em 1 Coríntios 12, 12 “Porque, como o corpo é um todo com muitos membros, e todos os membros da corpo, embora muitos formam um só corpo, assim também é Cristo.”

Quando São Paulo, ainda não era convertido e perseguia os cristãos, portanto, perseguia a Igreja e quando teve o encontro com Jesus a caminho de Damasco, (conf. Atos 9, 1-6) Cristo o questiona “Saulo, Saulo por que me persegues?” Nessa ocasião, Jesus já havia se entregue na cruz, morrido, ressuscitado e ascendido aos céus. Portanto, podemos entender que quem persegue a Igreja, persegue ao próprio Cristo. Senão Cristo não teria dito “por que me persegues?”, mas sim, “por que persegue a minha Igreja?”

Se quem persegue a Igreja persegue Cristo, portanto, quem ajuda a Igreja, ajuda a Cristo!

Portanto, ser dizimista e ofertar em sua comunidade é um ato de amor, de caridade e uma demonstração de amor a Deus. Não confundamos as coisas! Ser dizimista é uma pequena parcela de demonstração de amor a Deus e não a maior demonstração como erroneamente se tem ensinado.

Não tenhamos com Deus esse pensamento de interesse como muitos pregam por ai, que se der dinheiro, Deus tem a obrigação de dar ou que Deus recompensará em dobro, etc.

Deus não pode fazer nada com seu dinheiro, se com ele, Deus não tiver você! A sua salvação, o seu coração. Podemos ver o próprio Cristo dizendo isso em São Mateus 23, 23 “Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Pagais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia, a fidelidade. Eis o que era preciso praticar em primeiro lugar sem, contudo, deixar o restante.”

Portanto, temos que tirar essa idéia de terceirizar o nosso relacionamento com Cristo, “comprando” com nosso dízimo, assim como terceirizamos a educação de nossos filhos, pagando babás e professores.

Deus realmente tem que ter o primeiro lugar em nossas vidas! Ser dizimista é também uma cura interior, pois quando devolvemos nosso dízimo vamos dizendo “não” ao “deus dinheiro” e cada vez mais sim ao Deus verdadeiro.

Não se esqueça, dízimo não se paga! Dízimo se devolve! Dízimo é de Deus, uma pequena parcela. Deus nos da saúde, inteligência, capacidade e as portas abertas para trabalhar. Ser dizimista é tão somente o reconhecimento que tudo vem de Deus.

2-    Amor ao próximo

Segundo grande mandamento é o amor ao próximo. Ser dizimista é também um ato de amor ao próximo! Com o dízimo as nossas comunidades ajudam e muito os irmãos mais necessitados com exemplares trabalhos sociais. A maior instituição de caridade do mundo chama-se Igreja Católica Apostólica Romana! Tudo que você possa imaginar que se refere à assistência aos mais necessitados é criação da Igreja, desde asilos, creches, hospitais e assim por diante foram criados pela Igreja. E o que mantém isso tudo, são os dízimos e as ofertas.

Sem falar no alimento espiritual que nossas comunidades fornecem aos irmãos mesmo que a grandes distâncias com rádios, TVs, transmissões via internet, livros, DVDs, CDs e assim por diante. Isso só é possível através do dízimo e ofertas. Quantas e quantas pessoas não se alimentam espiritualmente através desses meios? Quantas e quantas vezes nós mesmos, não nos alimentamos através desses meios?

Papa Paulo VI dizia “não minimizar em nada a doutrina salutar de Cristo é forma de caridade eminente para com as almas” e também, Bento XVI “só na verdade é que a caridade refulge e pode ser autenticamente vivida.”

Para excelência da pregação da verdade há que se ter primeiro a devida formação e uma vida de oração exemplar, contudo, as ferramentas também são importantes. Um bom equipamento de som, TV, internet e assim por diante ajuda e muito na propagação do Santo Evangelho.

Sem falar, como é bom levar nossa família em um local limpo, organizado, bonito e poder participar da Santa Missa com os paramentos e objetos litúrgicos de qualidade. Com o som nítido e equalizado.

Muito bom também, saber que a comunidade em que participa tem trabalho social exemplar na região.

Mas por mais que se ore se busque a Deus eu pelo menos, nunca vi um anjo aparecendo e pedindo os talões de água, luz e folha de pagamento de funcionários para pagar. Assim como pertencer a Igreja, devemos ser Igreja e sendo Corpo de Cristo, devemos ser amor e misericórdia e expressar isso de forma concreta e real.

Ser dizimista e ofertar na medida do possível é um ato concreto de amor para com Deus e com nossos irmãos.

São Tiago fala claramente da fé sem obras, conforme São Tiago 2, 14-17 “De que aproveitará, irmãos, a alguém dizer que tem fé, se não tiver obras? Acaso essa fé poderá salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã faltarem roupas e o alimento cotidiano, e algum de vós disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, mas não lhe der o necessário para o corpo, de que lhes aproveitará? Assim também a fé: se não tiver obras, é morta em si mesma.”

3-    Humildade

Ser dizimista é um ato de humildade! Quando devolvemos nosso dízimo estamos dizendo que não somos nada, que nada podemos sem a permissão de Deus. Como se diz popularmente por ai “alguns se acham demais”, pois conseguem lograr grandes vitórias profissionais e financeiras e acham que são melhores do que os outros. Acreditam que tudo é por puro esforço próprio.

Mas não é assim! Tudo que acontece é por vontade permissiva de Deus! Você pode ser a pessoa mais inteligente desse mundo, mas se Deus não der saúde e não abrir as portas, você poderá ser a pessoa mais inteligente desse mundo e um miserável financeiramente falando.

Portanto, ser dizimista é esse reconhecimento! Claro, nossas vitórias passam por nossos esforços pessoais sim! Nosso Deus é o Deus o impossível, contudo, o possível cabe a nós. Estudar, trabalhar e se esforçar e possível, portanto, cabe a nós. Dar saúde e condições para isso cabe a Deus.

4-    Ser menos “eu” e mais de Deus

São Paulo vai dizer na carta aos Romanos 8, 5 “os que vivem segundo a carne, gostam do que é carnal; os que vivem segundo espírito apreciam as coisas que são do espírito.” Quando temos a experiência com o dízimo, estamos mortificando nossa carne, dizendo não a nossa carne e sim ao espírito.

É um processo de cura do amor aos bens materiais e cada vez mais a feição as coisas de Deus, a nossa salvação!

Como foi mencionado sobre a idolatria no início desse artigo, ser dizimista é dizer não a idolatria! E dizer sim a Deus! Dizer não ao “deus dinheiro” e sim ao Deus verdadeiro. Ah, mas como assim você deve estar se perguntando, mas como assim? A Igreja nos recomenda a vivermos nossas mortificações, especialmente na sexta-feira com a prática do jejum. Ser dizimista é também uma mortificação da carne! É dizer não a esse mundo e sim ao mundo espiritual.

São João Batista diz em São João 3, 30 “importa que ele cresça e que eu diminua.” Devemos nos diminuir para que Deus cresça, para que a Sua Palavra chegue a mais irmãos e irmãs possíveis! Seja ela pregada, através de nossas Missas e pregações, seja ela através do testemunho vivido que é a ajuda aos mais necessitados.

O tempo é curto, acredito que talvez, o capítulo 24 de São Mateus e a segunda carta de São Paulo a Timóteo nunca tenham sito tão atuais. Os sinais estão ai e precisamos salvar o máximo de almas possível para glória de Deus.

Viva essa experiência! Seja dizimista! Oferte em sua comunidade!

Não é barganha com Deus! O fato de você ser dizimista, não quer dizer que Deus vai te deixar milionário, mas Deus vai te prosperar! Tenha certeza disso!

Quando a Bíblia fala em prosperidade não quer dizer necessariamente que seja a quantidade de bens e dinheiro, mas sim, que o seu dinheiro vai render! Explico com um exemplo do nosso cotidiano. Com certeza você conhece alguém que tenha uma grande renda, bem mais que muitos, talvez bem mais que você, mas essa pessoa vive endividada, sua vida familiar sempre esta de pernas pra cima, seu dinheiro por mais que seja muito não rende. Mas também, você com certeza conhece aquela pessoa mais simples, que vive de forma bem mais modesta por ter uma renda menor, mas que sempre esta com a vida financeira organizada! Às vezes com bem menos dinheiro, essa pessoa faz mais coisas do que a pessoa que tem muito. Prosperidade é isso! É o seu dinheiro render!

No livro de Tobias, podemos ver Tobit, pai de Tobias, um homem justo e temente ao Senhor, que mesmo tendo todos os seus bens confiscados pelo rei, não murmurou, pois sabia que sua maior riqueza é a comunhão com Deus, mas que por conta de sua fidelidade a Deus, teve todos os seus bens restituídos (conforme Tobias 1, 23-25).

Faça essa experiência! Seja dizimista! Mas com alegria e amor! Não como um peso! Consagre suas finanças a Deus! Ser dizimista é isso, é consagrar sua vida financeira a Deus.

Portanto meu irmão e minha irmã, em nome de Jesus tirem esse escorpião do bolso! Se ainda não é dizimista seja, se não oferta, comece a ofertar! Faça a experiência, conforme Malaquias 3, 10 “Pagai integralmente os dízimos ao tesouro do templo, para que haja alimento em minha casa. Fazei a experiência – diz o Senhor dos exércitos – e vereis senão vos abro os reservatórios do céu e se não derramo a minha bênção sobre vós muito além do necessário.”


Paz e bem!

Fernando Y. Kanizawa
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CAMINHO SAGRADO
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