Seguimos hoje um calendário solar com festividades e feriados cristãos.
O que talvez muita gente não saiba é que a maioria das comemorações
feitas hoje nos paises católicos como o nosso, é que todas essas
celebrações tem raízes da Antiga Religião, do
povo pagão (que o termo significa povo dos bosques) e principalmente
do povo Celta, que seguia um calendário lunar e que tinha e que o tempo
para eles era circular e não linear como hoje.
A roda do ano está marcada por oito Sabats durante o ano, duas vezes
a cada estação. As festividades acontecem para homenagear os
deuses e agradecer as benções de cada estação
do ano à Grande Mãe e ao Deus.
Assim como outras culturas, os Celtas celebram o começo do dia através
do anoitecer. Cada anoitecer fala da Deusa, com toda a sua magia e poder que
reina através da lua, falando de intuição e emoção.
Enquanto isso o Deus descansa, se preparando para um novo nascer do Sol onde
ele reina absoluto com todo seu brilho e determinação. Isso
nos lembra do círculo da vida de nascer, morrer e renascer, mesma coisa
que diz a roda do ano.
Os momentos de equilíbrio entre o dia e a noite, a metade da noite,
o nascer do sol e a metade do dia, se tornam muito importantes para feitiços
e magias.
Percebemos então que temos quatro momentos do dia (24h) que são
pontos vitais, e há quatro pontos secundários que são
pontos de equilíbrio.Da mesma forma temos isso refletido durante todo
o ano. Dessa maneira a Roda do ano está em harmonia com o todo, com
o universo.
Durante a roda do ano o Deus nasce, cresce, morre e volta a nascer novamente
num ciclo eterno, nos mostrando que a vida também é dessa maneira.