A falta de respeito é contra nossa sociedade e não apenas contra uma religião

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Os últimos fatos ocorridos especialmente de dois ou três anos para cá, reforçam ainda mais a sensação do sentimento de ingratidão que nossa sociedade tem por nossos pais e por nossa cultura. Nossa civilização foi erguida, se sustentou e se sustenta por séculos através do que o cristianismo, em especial, a Igreja Católica construiu e influenciou na moral, costumes, arte, música, ciência, filosofia, etc. Mesmo a pessoa que não comungue da fé católica, tem vários aspectos de sua vida de influência católica. Nosso país teve como seu primeiro nome “Terra de Santa Cruz” e a primeira atitude de nossos descobridores e pais foi à celebração de uma Santa Missa. Nossa nação, assim como nossa civilização se desenvolveu sobre os pilares sólidos proporcionado pelo catolicismo.

O apóstolo Paulo resume bem na segunda carta a Timóteo no capítulo três, versículos de um a três: “Nota bem o seguinte, nos últimos dias haverá um período difícil. Os homens se tornarão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons, traidores, insolentes, cegos de orgulho, amigos dos prazeres e não de Deus.”

Embora tenha citado uma passagem da Sagrada Escritura, a falta de respeito não apenas com a fé católica, mas sim, de todo povo brasileiro. Mesmo os que não têm a mesma fé ou até mesmo para com os que não professam fé nenhuma. Pois essas faltas de respeito ferem profundamente nossa história, nossa cultura e nossa tradição. Obviamente, ferem de modo singular as pessoas mais simples que de forma humilde até mesmo, digamos, ingênua, se alimenta e vive a espiritualidade popular que na maioria das vezes é o único apoio que tem frente a tantas injustiças e mazelas de nossa sociedade.

O Brasil norte a sul tem nome de estados, cidades, escolas, universidades, ruas a avenidas com nome de Santos e Santas Católicas. Pessoas que heroicamente se entregaram ao martírio e pela causa do Santo Evangelho. Portanto, a falta de respeito foi para com todos os brasileiros na mais profunda identidade.

Para qualquer católico com o mínimo de catequese, as imagens sacras que temos em nossas Igrejas e nossas casas não são de forma alguma os Santos, Santas ou Deus. São símbolos religiosos que nos ajudam a lembrar e a meditar aspectos importantes de nossa fé e grandes exemplos da causa do Evangelho. No campo de vista da filosofia tomista, a imagens são apenas “acidentes” de algo que exista, mesmo que de forma transcendente.

Ainda dentro da filosofia, acredita-se que a fé faz parte da substância do ser humano e não é apenas um acidente. Ou seja, o ser humano é um ser de fé, já nasce com fé. Não estou aqui dizendo qual é a fé, mas já nasce com fé. Não sou historiador, mas notadamente todas as civilizações que se tem conhecimento tiveram seus “deuses”. Não estou afirmando que todas as civilizações encontraram o verdadeiro Deus, que acredito eu, a fé cristã católica prega, mas sim, que houve sempre essa necessidade de um “deus”. Todas as civilizações acreditaram que o ser humano é um ser transcendente.

Portanto, a falta de respeito com a fé é a falta de respeito também com o ser humano! E faltar respeito com a fé católica é faltar respeito não só com o humano, mas com nossa história, com nossos pais, com nossa tradição.

Tenho descendência paterna japonesa e algo notadamente que se tem na cultura japonesa é o profundo respeito com sua tradição, mesmo muita das vezes não concordando com muitos aspectos dela durante sua história, mas há um grande e profundo respeito. Inegavelmente o Japão é uma referência mundial em educação, tecnologia, alto índice de desenvolvimento humano, etc. O povo japonês sabe para onde vai porque sabe de onde veio. E nós?! Para onde vamos? Se sistematicamente estão querendo destruir as referências de onde viemos e até mesmo o que somos através da diabólica ideologia de gênero.

Acredito que não devemos discutir pessoas e sim idéias, não se sabe exatamente e não vem ao caso, os motivos que levaram alguns “artistas” em questão a cometer tamanhas blasfêmias. Talvez, alguns até tenham se arrependido. Mas o triste ocorrido seria a mesma coisa se alguém fizesse uma “obra de arte” com sua mãe e avós, fazendo estátuas com as mesmas alegorias utilizadas a Nossa Senhora, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo e Nossa Mãe, por exemplo. Certamente o deboche não seria tão cômico ou não seria tão “artístico”, como foi com as imagens de Nossa Senhora.

Fatos como esses se torna impossível não se lembrar do decálogo comunista de Lênin, que no item 3 que diz “divida a população em grupos antagônicos, incitando-os as discussões sobre assuntos sociais” e também número 9 que diz “contribua para derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes. Nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não-comunistas, obrigando-os, sem pena, de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse de causa socialista.”

Vivemos um momento histórico ímpar e muito perigoso de nossa sociedade. A estratégia gramsciana de destruição e revolução cultural, infelizmente, tem grande êxito não só no Brasil, mas em todo o mundo. Portanto, não podemos nos calar e aceitar tamanha blasfêmia, pois não é a falta de respeito apenas contra um símbolo religioso ou uma religião, mas têm muitos outros interesses embutidos não só nessa ação, mas infelizmente, em tantas outras semelhantes.


Fernando Y. Kanizawa
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