Mais de 18 milhões de dólares para legalizar o aborto no Brasil, via judiciário

Tempo de leitura: 31 minutos

Por Marlon Derosa 1.

A agenda do aborto advém objetiva e comprovadamente de anseios internacionais de uma indústria bilionária e de fundações metacapitalistas, que anseiam implantar todo tipo de pauta que culmine ao controle social e populacional, tendo como especial foco os países em desenvolvimento. Tal afirmação pode ser comprovada de inúmeras formas. É uma verdade acachapante que deveria ser capaz de abrir os olhos de qualquer um. Contudo, dado o poder econômico que detém estes grupos e o consequente apoio que gozam dos grandes veículos de comunicação, a grande maioria da população é levada a apresentar levianas objeções ad ignorantiam, que colocam o seu desconhecimento sobre esta realidade como um “argumento de autoridade”, para desqualificar aqueles que apresentam um ponto de vista baseado em estudos e documentos.

De forma clara, a cena hoje em tela no STF com a ADPF442 parece ter forte relação com àquilo que fora recomendado por Henry Kissinger, em 1974, no famoso Relatório Kissinger. O memorando classificado como confidencial por anos, destinava-se à Casa Branca. Em suma, recomendava uma série de políticas de controle populacional mundial, que na época, para o autor, eram vistas como importantes para a segurança nacional americana.

O documento destaca que nos programas de redução populacional em escala internacional, o apoio externo aos países, em caráter técnico ou financeiro, “devem ser implementados por outros
doadores e/ou por organizações internacionais privadas”2, alertando para que se evite injeção de capital financeiro dos EUA e outras nações nos países alvo; alerta também, logo em seguida, para o risco de que os países alvos dessa estratégia vissem tais ações como um “imperialismo racial ou econômico” dos países desenvolvidos (pag. 77). Mais adiante o relatório destaca que “nenhum país irá reduzir seu crescimento populacional sem recorrer ao aborto” (pag. 114); e reforça que a USAID e USIA deveriam encorajar entidades e doadores a desenvolverem programas educacionais e na disseminação abrangente de informações sobre planejamento familiar (pag. 118).

Diversos outros trechos do Relatório Kissinger reforçam que a estratégia deve se utilizar de entidades privadas para introduzir o aborto, entre outras medidas, visando interferir no crescimento populacional de países em desenvolvimento, dos quais o Brasil faz parte lista de principais alvos.
Com este brevíssimo resgate histórico documentado, podemos entender um pouco melhor o que está por traz da pauta que é anunciada hoje como direitos sexuais e reprodutivos e porquê as ONGs inscritas na ADPF442, do STF, recebem tantas doações de entidades internacionais. Curiosamente, as fundações que financiam estas ONGs têm como principais pautas, grande parte das recomendações trazidas no relatório Kissinger, de 1974.
O esquema de financiamento internacional da agenda do aborto é tão extenso que torna-se impossível fazer um mapeamento completo, mas talvez, restringindo-nos ao momento atual, possamos entender parte deste problema.
É impossível dizermos que estes aportes financeiros e a interferência internacional em pautas tão críticas ao ambiente político-legal e social do Brasil não estejam afetando a soberania nacional e a própria democracia brasileira, visto que tais entidades (ONGs), pretensamente são parte da “sociedade civil organizada”, dentro do debate democrático. Vemos que a grande maioria destas ONGs estão mais preocupadas com os interesses de seus financiadores internacionais do que com qualquer anseio da população brasileira ou de grupos que eles dizem representar, haja visto que a população brasileira é majoritariamente contrária ao aborto.
Na tabela 1, sintetizamos o total de doações recebidas por ONGs inscritas na ADPF442, do STF, nos últimos anos, por uma apuração parcial, de 2009 a 2017 e os valores do site da Ong Conectas, que não especificam a temporalidade. Na sequência detalhamos estes valores e adicionamos algumas considerações.
Verifica-se mais de 2,4 milhões de dólares foram destinados para ONGs com foco prioritário em militância pelo aborto descriminalizado. Se considerarmos a Fiocruz, o valor subiria 6,6 milhões, mas esta entidade não atua apenas com trabalhos na pauta do aborto.
Considerando o valor apresentado pela ONG Conectas, que é de 11,2 milhões, sem especificação de período de recebimento, temos comprovados que no Brasil foram injetados 13,7 milhões de dólares para promoção da agenda do aborto e gênero.

Contudo, a inscrição de tantas organizações internacionais na ADPF442 mostra que nem só de recursos destinados à ONGs brasileiras vive a pauta do aborto no Brasil. Dessa forma, considerando entidades do Brasil e da América Latina temos em torno de 18 milhões de dólares em doações diversas às entidades participantes no lado pró-legalização. Com a devida ressalva, para mensuração do tamanho da indústria, nosso levantamento mostra que o total recebido pelas ONGs envolvidas na ADPF442, em esfera mundial, supera 78 milhões de dólares.

Parte 1 – Entidades na ADPF442 que recebem recursos de entidades internacionais de forma direta

1. Anis Bioética e Gênero

A coautora do pedido em análise, entre 2015 e 2017, recebeu mais de 400 mil dólares (mais de 1,7 milhão de reais), entre doações de organizações ligadas à clínica de abortos e fundações internacionais, para promover seu trabalho em prol do aborto. As doações foram distribuídas em 150 mil dólares em 20165 e mais 13 mil dólares em 20156 advindos da federação da maior clínica de abortos do mundo, a Planned Parenthood; e também por meio da Open Society, de quem recebeu outros 25 mil dólares em 2016 e 140 mil dólares em 20177.
Outra doadora, benfeitora da Anis Bioética, é a IWHC – International Women’s Health Coalition. Além da doação recebida é importante notar que a cofundadora e atual presidente da Anis Bioética, a Dra. Débora Diniz, é também vice-presidente da IWHC. Em 2016, o relatório financeiro da IWHC informa ter havido doação de 76.566 dólares para Anis Bioética8.

 

2. International Women’s Health Coalition – IWHC

A IWHC, com atuação internacional, repassa recursos para ONGs brasileiras e de outros países. Seu relatório informa doações para Católicas Pelo Direito de Decidir, em 2015, no valor de 43 mil dólares9, em 2016, no valor de 76.521 dólares10; e mais 70 mil dólares em 201711. Outra beneficiária da IWHC é o CFEMEA, com repasse de 150 mil dólares em 201512 e mais 150 mil em 201713.
Entre os financiadores da IWHC estão o Governo da Dinamarca, a Fundação Ford, Fundação McArthur, Hewlett Foundation, Open Society, de Geore Soros, Oak Foundation, Nações Unidas, entre outras14.
Conforme destacado no livro Precisamos falar sobre aborto: mitos e verdades¸os relatórios fiscais (FORM 990), disponíveis no site da IWHC, que especificam doadores e valores, mostram que a IWHC recebeu um total de 51 milhões de dólares de diversas fundações, como a Anon 1 Zurich, a Fundação Ford, Open Society, Fundação McArthur, Packard Foundation, Fundo Populacional, Hewlett Foundation entre outras, apenas considerando os anos de 2009, 2012 e 2013.

 

3. Center for Reproductive Rights

Essa outra organização internacional admitida na audiência pública da ADPF442 também recebe recursos da Open Society Foundation, Fundação Ford, Fundação McArthur entre diversas outras, conforme mostra seu relatório de gestão15 do ano de 2015. Um de seus grandes focos é o advocacy pela liberação do aborto ao redor do mundo via Supremas Cortes, fomentando o que tem sido chamado de ativismo judicial16.
Em valores específicos, é possível mapear no site da Open Society a transferência de recursos no valor de 300 mil dólares em 2016. O motivo da doação, segundo o site da Fundação, envolve o advocacy junto à parceiros da pauta de direitos reprodutivos na região da América Latina, Caribe e América do Norte17.

 

4. IPAS

Os relatórios da ONG trazem dados mais gerais mas mostram que a ONG movimenta aproximadamente 29 milhões de dólares ao ano (relatório de 2011) e investiu na América Latina um total de 4,4 milhões de dólares, em 201118, sem especificar o foco de investimentos desse montante desembolsado (trata-se de um DRE que agrupa por programas regionais). A diretora da IPAS no Brasil é (ou era até pouco tempo atrás) a Dra. Leila Adesse, que é coautora na estimativa de número de abortos clandestinos que estimava 1 milhão de abortos clandestinos ao ano, e já foi objeto de diversas críticas metodológicas, que suscitam tratar-se de uma superestimativa19. O PNA2016, também alvo de críticas, já demonstraria que o estudo superestimaria 2x o número de abortos.

 

5. Financiamento da Human Rights Watch

A Human Rights Watch, atual em nível internacional e no Brasil. Em valores gerais recebeu em 2016 um total de 3,5 bilhões de dólares em doações de fundações internacionais. Esse valor é obviamente, para sua atuação em escala internacional e não apenas no Brasil.
Alguns dados são vistos no site pro-publica, por meio dos relatórios FORM990, conforme abaixo:
2015 = USD 65.177.056 2014 = USD 74.214.883 2013 = USD 59,342,193 )2012 = USD 73,210,162
2011 = USD139,654,922
Fonte: Pro Publica20

 

6. Financiamento da ONG Conectas

Segundo site da ONG, a mesma recebeu mais de 11 milhões de dólares em doações diversas de fundações e doadores internacionais21. Verifica-se adicionalmente, por meio do site da Fundação Oak, a transferência de 971 mil dólares, em 2016. A doação traz especificado que destina-se ao financiamento do trabalho de advocacy na pauta do aborto. Não se pode afirmar se tal doação está contemplada no valor descrito no site da ONG Conectas (1,7 milhão, advindo da Fundação Oak). Abaixo reproduzimos a tabela constante no site da ONG Conectas:

7. Women on Waves

Conhecida internacionalmente, a ONG Women on Waves atua na prestação de serviços de abortamento em um barco. Por ser uma ONG holandesa, as leis internacionais apregoam que são válidas na embarcação as leis de seu país de origem, portanto, as leis da Holanda. Valendo-se desta brecha, o banco navega pelo mundo e viabiliza abortos para cidadãos dos mais distintos países onde o aborto é proibido. Alguns países chegaram a expulsar a embarcação de suas águas, visto que estavam, na prática, viabilizando abortos em território (ainda que marítimo) de forma ilegal.
A fundadora da ONG, Dra. Rebecca Gumperts, expositora aceita na ADPF442, é também fundadora do projeto Women Help Women, que envia medicamentos abortivos ilegais para mulheres no Brasil e em outros países que têm a prática criminalizada22.
Não encontramos doações de fundações para a ONG Women on Waves, cabendo apenas o registro da presença da ONG na ADPF442 e a natureza de suas atividades.

 

8. Coletivo Margarida, Criola e Curumin (Ação conjunta)

A ONG Curumin recebeu 67 mil dólares da IWHC, segundo relatório de 201723.

 

9. Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO)

Recebeu doações da Fundação Ford conforme documentos da própria ABRASCO admitem, no Boletim 89, (vide página 14)24. Em relatório da Fundação Ford, é vista doação no valor de R$ 761.480,00 para Abrasco (relatórios da Fundação Ford25).

 

10. Católicas pelo Direito de Decidir (CDD)

A organização foi criada há décadas e sua filial brasileira existe na prática desde 1993.
Algo digno de nota é o fato de que a sua matriz, Catholic for Choice, está listada entre as parceiras do site WomenHelp.org – inclusive na versão em português -, que se dedica ao fornecimento de pílulas abortivas para brasileiras.
A filial brasileira da CDD recebeu, entre 2010 e 2015, da IWHC (International Women’s Health Coalition), um montante superior a 249.496 dólares (mais de 798 mil reais) 26, 27, 28, 29.
Recebeu também, da Fundação Ford, no valor de 200 mil dólares em 201130.
Não está claro se os valores acima incluem ou não o custo da pesquisa de opinião pública sobre o aborto no Brasil, contratadas ao IBOPE, em 2011, pela CDD. Na pesquisa está descrito que a mesma foi viabilizada graças ao apoio das duas entidades internacionais – International Women’s Health Coalition e IPPF (Federação da Planned Parenthood – a clínica de abortos) 31.

 

11. SOS CORPO Instituto Feminista para a Democracia;

A ONG SOS Corpo é uma entidade historicamente associada a reivindicação do aborto legal, e mais recentemente, vem investindo também com força na pauta de gênero.
Como nos restringimos aos últimos anos apenas, verifica, no relatório geral32 da Oak Foundation, doações no valor de 450 mil dólares em 2016; 300 mil dólares em 2013; e 240 mil em 2009.

 

12. Gestos – Comunicação e Gênero

Como mostra o relatório da IPPF, a ONG brasileira recebeu em 2015 uma doação de 150 mil dólares, e em 2016, doação de 223,8 mil dólares33. Outros 75 mil dólares foram recebidos pela Fundação Open Society Foundation, em 201734 e 200 mil dólares da Fundação Ford, em 2016. Apenas neste curto período e levantamento parcial, verifica-se que a ONG recebeu mais de 640 mil dólares (equivalente a 2,48 milhões de reais), para promoção da pauta do aborto e do gênero – valor bastante representativo.

 

13. CEPIA – Cidadania, Estudo, Pesquisa, Informação e Ação.

Segundo foi possível identificar, a ONG recebeu 150 mil dólares da Fundação Ford em 201635 e em 2015 outros 204,9 mil dólares da Federação IPPF (Planned Parenthood)36, totalizando mais de 354 mil dólares (1,37 milhão de reais) para promoção e advocacy da pauta do aborto e gênero no Brasil37.

 

14. Replocatina

Segundo relatório financeiro da IPPF, a entidade doou o valor de 12,8 mil dólares para o projeto Replocatina, em 201538.

 

15. Consórcio Latino-Americano contra o Aborto Inseguro (CLACAI);

A entidade latino americana recebeu da IPPF doação de 73.732 dólares em 201439 e 78.460 em 201640, totalizando mais de 152 mil dólares. A entidade esteve associada ao caso Rebeca, da mulher grávida que solicitou por carta ao STF o direito de abortar, e figura como um dos primeiros eventos associados às ações que culminam na ADPF442. Após ter seu pedido negado pelo STF, via carta, Rebeca foi para Colômbia a convite do Consórcio Clacai e naquele país fez o aborto que desejava41, 42.

 

16. Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz

Devido ao tamanho da Fiocruz, atua nas mais diversas áreas de pesquisa. Verifica-se que a Fundação recebeu um grande volume de doações das fundações que investem prioritariamente na pauta do aborto, como a Bill e Melinda Gates, por exemplo. A Fundação da família Gates doou 3 milhões de dólares para a Fiocruz em 2015 e 961 mil de dólares em 201643
Outra benfeitora da Fiocruz é a Open Society, de George Soros. Em 2016 e 2017, a fundação de Soros doou 225 mil dólares para o projeto FIOTEC, da FioCruz (Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde)44, conforme dados do site oficial da Open Society.
A Fiocruz atua em diversas áreas de pesquisa e por isso não é normalmente ligada a pauta da descriminalização do aborto. Mas em análise mais criteriosa verificam-se publicações como produção de um documentário, pela Editora Fiocruz45, tratando a pauta da descriminalização.
Não obstante, na audiência pública da ADPF442, a Fiocruz posiciona-se apoiando o pedido do PSOL, postura que coincide com as prioridade das fundações que fizeram as citadas doações para a Fiocruz.

 

17. Instituto Brasileiro de Ciências Criminais

O instituto, aprovado como expositor na ADPF 442 em defesa da legalização, recebeu em 2016, de 80,9 mil dólares da Open Society46, segundo informa a fundação. No site da fundação a descrição das concessões de 61.280 e de 22.712 dólares de 2016 dizem se tratar de recursos para projetos sobre políticas anti-drogas, que é um dos grandes focos no Instituto. Em artigos publicados no site do instituto, defende-se a legalização de drogas sintéticas no Brasil. Artigos e eventos do instituto também são realizados tendo como enfoque o apoio a legalização do aborto no Brasil, como mostra o site do instituto.47

 

18. CEMICAMP – Centro de Pesquisas em Saúde Reprodutiva de Campinas

O Cemicamp, da UNICAMP, é historicamente reconhecido como uma entidade que realiza pesquisas com recursos da Fundação Ford, focados no “controle da fertilidade brasileira”, conforme destaca o livro publicado pela Fundação Ford48 intitulado “40 anos da Fundação Ford no Brasil”. Suas pesquisas vêm desde a década de 1980.
Em 2009, destaca o relatório financeiro da IPPF (Federação da clínica de abortos Planned Parenthood), ocorreu doação de 10.403 dólares para o Cemicamp49.
Contudo, sua relação com a Fundação Ford são trazidas pela própria Fundação. Um dos grandes nomes da pesquisa científica e luta pelo aborto legal no Brasil é o Dr. Anibal Faúndes, é pesquisador do CEMICAMP50. Anibal Faúndes assumiu a coordenação de um grupo estratégico de articulação na FIGO (Federação Internacional de Obstetrícia e Ginecologia), para obter apoio das federações nacionais/regionais de obstetrícia e ginecologia na luta pela legalização do aborto (ver mais no estudo sobre instrumentalização da área médica no Brasil pela indústria do aborto51).

 

19. Centro Brasileiro de Análise e Planejamento – CEBRAP

Embora a CEBRAP não tenha sido identificada no levantamento que fizemos junto aos relatórios e base de dados das fundações internacionais, o site oficial da Cebrap destaca por si, no quadro “Patrocinadores e Financiadores”, suas parcerias com Fundação Ford, União Europeia, Hewlett Foundation, PNUD, USAID (vinculadas aos Relatório Kissinger 1974) e Fundação McArthur – além de outras não vinculadas a questão do aborto52.

 

Parte 2 – Relações Indiretas

Organizações inscritas na ADPF442 em que não foram encontrados registros de doações diretas de fundações e entidades internacionais, mas que apresentam relações institucionais dignas de destaque.

 

20. Febrasgo – Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia

A inscrição da Febrasgo pode ter grande peso no debate, já que em tese, representa milhares de médicos obstetras e ginecologistas. Um estudo53 recente mostrou em detalhes como se deu, nas últimas décadas, a instrumentalização da área médica e em especial da Febrasgo, por parte da indústria do aborto e de fundações internacionais. Essa relação não permite identificação ou mensuração de apoio financeiro realizado recentemente, mas vemos a clara relação institucional. A título de exemplo, neste ano de 2018, está ocorrendo, em parceria entre FIGO (Federação Internacional de Obstetrícia e Ginecologia) e a Febrasgo, o Congresso Mundial Fico 2018 Rio de Janeiro, que ocorrerá em outubro. O evento conta com dezenas de colóquios sobre a questão do aborto, sempre com enfoque pró-legalização, e terá inclusive um curso de técnicas em aborto para primeiro e segundo trimestre. O evento FIGO 2018 Rio, que é coordenado no Brasil pela Febrasgo, tem apoio institucional de diversas ONGs pró-legaliação e inclusive da Abortion National Federation, dos EUA, e da clínica de abortos Marie Stopes México – filial mexicana da segunda maior clínica de abortos do mundo.
Em 14 de junho de 2018 a Febrasgo destaca em notícia em seu site, que um membro da Comissão de Perinatologia da Febrasgo está concorrendo, como candidato, para ser secretário geral da FIGO (Federação Internacional).

 

21. Conselho Federal De Psicologia – CFP

A inscrição do CFP como defensor do aborto legal não foi surpresa para quem acompanha de perto a questão do aborto no Brasil. Afinal, o CFP já havia publicado um livro em defesa da causa, texto que inclusive não fazia qualquer referência a farta literatura científica nacional e internacional que demonstram os males do aborto na saúde psicológica das mulheres54. Por se tratar de um conselho profissional, é inclusive esperado que não se encontre doações e aportes diretos de fundações, afinal, conselhos desse tipo possuem seus próprios meios de subsistência, via recebimento de anuidade dos profissionais da categoria. Verifica-se apenas uma relação institucional deste órgão com fundações e ONGs já citadas. Em 2016, o site Ação Educativa destaca que a “Campanha Nacional por mais Direitos e Democracia” teve um evento, ocorrido na sede do Conselho Federal de Psicologia, em Brasília, e segundo o site, foi realizado com apoio da Fundação Ford, sendo uma iniciativa da Plataforma de Direitos Humanos – Dhesa Brasil55. A Dhesa Brasil, por sua vez, possui parcerias56 com CFÊMEA, ONG Conectas, ONG Criola, IDDH e diversas organizações que recebem recursos de fundações internacionais que atuam na pauta da descriminalização do aborto.

 

Considerações finais

Os dados públicos disponíveis comprovam que milhões de dólares vêm sendo injetados, por organizações internacionais, em ONGs e institutos no Brasil e na América Latina, com objetivo de reivindicar a descriminalização do aborto. As estratégias mostram-se alinhadas entre diversas organizações e fundações internacionais, visto que todas investem nas mesmas pautas e por vezes, nas mesmas ONGs57. Outro indício de que a estratégia em curso não se alterou, desde a publicação do Relatório Kissinger, em 1674, é que a USAID, citada diversas vezes no relatório Kissinger, é vista atualmente em alguns projetos relacionados a pauta da expansão do acesso ao aborto, como é o caso do congresso mundial de obstetrícia e ginecologia FIGO Rio 2018, que ocorrerá em outubro no Rio de Janeiro. O evento tem como patrocinador “Ruby” a USAID58. O congresso trata com grande viés a questão do aborto, considerando inclusive, quando da justificativa para a realização do curso de tecnologias em abortamentos, que o curso justifica-se dado ao ambiente de iminente mudança legal no Brasil sobre o aborto59.
Certamente, o montante de recursos financeiros injetados no Brasil para tais pautas é capaz de manipular o debate público e obter alterações legais em benefício dos financiadores da estratégia, algo que ameaça a democracia brasileira de uma maneira extremamente grave. Possivelmente, para evitar esse tipo de ação que foi definido, logo no artigo 1º-I de nossa Carga Magna, a “soberania nacional”. No mesmo artigo de nossa Constituição Federal, destaca-se que o Brasil é um estado democrático de direito e que todo o poder emana do povo, algo que também pode acabar por ser ferido por este movimento internacional de financiamento de ONGs e entidades. Tais entidades, ao invés de retratar anseios da população, não estariam reivindicando os anseios das entidades e fundações internacionais que os financiam?
Esta realidade deveria ser combatida por qualquer cidadão brasileiro, mesmo pelos partidários da legalização do aborto. Afinal, hoje todo o ecossistema de entidades está financiando algo do interesse daqueles autointitulados “pro-escolha”, mas amanhã, esta força poderá impor outras pautas menos convenientes e que, novamente, afrontam nossa constituição federal e direitos fundamentais em nosso país.


1 Organizador e coautor com cinco capítulos do livro Precisamos falar sobre aborto: mitos e verdades (2018) e co-fundador do site e Revista Estudos Nacionais. Contato com o autor: [email protected] Elaborado em julho de 2018.
2 Kissinger Report, 1974. Página 76. Disponível em < https://pdf.usaid.gov/pdf_docs/Pcaab500.pdf >.
3 Federação da maior clínica de abortos do mundo. IPPF, International Planned Parenthood Federation.
4 Valor relativo a ONG Conectas não contém especificação do período/ano das doações; IWHC, Center for Reproducive Rights e Clacai, são transferências que não focam exclusivamente ações no Brasil. Doações para FIOCRUZ destinam-se a pesquisa do diversos temas distintos, incluindo aborto. Cemicamp, apesar de identificado apenas 10 mil, o Centro executa há décadas pesquisas usadas para dar embasamento à militância pró-aborto (ver ressalvas no texto completo do relatório). Women on Waves obtém receitas de atividades que burlam a lei, dispensando ver vinculação com indústria e fundações por meio de doações.
5 IPPF, 2016. Financial statements. Disponível em <https://www.ippf.org/sites/default/files/2017-06/FinancialReport_2016.pdf>. Acesso em 23 jun. 2018.
6 IPPF, 2015. Financial Report. Disponível em https://www.ippf.org/sites/default/files/financialreport_2014-2015.pdf
7 Open Society [website]. Grants > Grants Database. Disponíveis em https://www.opensocietyfoundations.org/grants-database/?filter_location=latin-america-the-caribbean#OR2016-30814 e https://www.opensocietyfoundations.org/grants-database/?filter_location=latin-america-the-caribbean&page=24#OR2015-24849
8 IWHC, 2016.Girls Empowered. International Women’s Health Coalition 2016 Annual Report. https://iwhc.org/wp-content/uploads/2017/05/IWHC-2016-Annual-Report.pdf
9 IWHC, 2014. Annual Report. Disponível em https://iwhc.org/wp-content/uploads/2015/07/IWHC_14AR_FINAL.pdf
10 IWHC, 2016. Annual Report. Disponível em https://iwhc.org/wp-content/uploads/2017/05/IWHC-2016-Annual-Report.pdf
11 IWHC, 2017. Annual Report. Disponível em https://iwhc.org/wp-content/uploads/2018/05/IWHC_2017_Annual_Report-WEB-final.pdf
12 IWHC, 2016. Annual Report. Disponível em https://iwhc.org/wp-content/uploads/2017/05/IWHC-2016-Annual-Report.pdf – página 23 do relatório
13 IWHC, 2017. Annual Report. Disponível em https://iwhc.org/wp-content/uploads/2018/05/IWHC_2017_Annual_Report-WEB-final.pdf
14 IWHC, 2014. Annual Report. Disponível em https://iwhc.org/wp-content/uploads/2015/07/IWHC_14AR_FINAL.pdf – página 18. IWHC, 2015. Annual Report. Disponível em https://iwhc.org/wp-content/uploads/2016/05/IWHC_2015-Annual-Report.pdf – página 23. IWHC, 2016. Annual Report. Disponível em https://iwhc.org/wp-content/uploads/2017/05/IWHC-2016-Annual-Report.pdf – página 28.
15 Center for Reproductive Rights, 2015. The Power of Law for Every Women. United. States. Disponível em https://www.reproductiverights.org/sites/crr.civicactions.net/files/documents/2015%20Annual%20Report%20Final%20PDF.pdf – página 26.
16 Center for Reproductive Rights, [website]. In the Courts. [mostra atuação da ONG em Suprems Cortes ao redor do mundo] https://www.reproductiverights.org/our-work/in-the-courts
17Open Society [website]. Grants > Grants Database. Disponíveis em https://www.opensocietyfoundations.org/grants-database/?filter_keyword=Center%20for%20Reproductive%20Rights#OR2015-25583
18 IPAS. [website] – Who We Are (Quem somos). Disponível em http://www.ipas.org/en/Who-We-Are.aspx
19 Derosa, 2017.Estimativa de número de abortos no Brasil. Disponível em <http://estudosnacionais.com/estimativa-de-numero-de-abortos-no-brasil>. Acesso em 19 jul. 2018.
20 Pro-Publica.oeg [website] https://projects.propublica.org/nonprofits/organizations/132875808
21 ONG Conectas [website], página “Transparência”. Disponível em http://www.conectas.org/transparencia/
22 Disponível em http://estudosnacionais.com/aborto/stf-recebera-organizacao-criminosa-internacional-em-audiencia-sobre-aborto/
23 https://iwhc.org/wp-content/uploads/2018/05/IWHC_2017_Annual_Report-WEB-final.pdf página 25.
24 Abrasco, 2014. Boletim 89. Disponível em https://www.abrasco.org.br/site/wp-content/uploads/2014/05/Boletim-89_completo.pdf
25 Donations. Fundação Ford. https://donations.vipulnaik.com/donor.php?donor=Ford+Foundation
26 IWHC, 2017. Annual Report. Disponível em https://iwhc.org/wp-content/uploads/2018/05/IWHC_2017_Annual_Report-WEB-final.pdf
27 IWHC, 2016. Annual Report. Disponível em https://iwhc.org/wp-content/uploads/2017/05/IWHC-2016-Annual-Report.pdf
28 IWHC, 2015. Annual Report. Disponível em https://iwhc.org/wp-content/uploads/2015/07/IWHC_14AR_FINAL.pdf
29 IWHC [website], About Us > Reports.. Disponível em https://iwhc.org/about-us/reports/
30 https://donations.vipulnaik.com/donor.php?donor=Ford+Foundation
31 CDD [website]. Comprovação disponível em <http://catolicas.org.br/biblioteca/publicacoes/opiniao-publica-aborto/>
32 OAK Foundation. Grants All. Disponível em http://www.oakfnd.org/assets/grants-all2.pdf
33 IPPF, 2016. Financial Report. Disponível em https://www.ippf.org/sites/default/files/2017-06/FinancialReport_2016.pdf
34 Open Society, grants, Grants database. [website]. Disponível em https://www.opensocietyfoundations.org/grants-database/?filter_location=latin-america-the-caribbean&page=3#OR2016-31429
35 Disponível em < https://www.fordfoundation.org/work/our-grants/grants-database/grants-all?originatingoffices=%26RegionIds%3D2&page=0&minyear=2016&maxyear=2018>. Acesso em 23 jul. 2018.
36 IPPF, 2016. Financial Report. (página 36). Disponível em <https://www.ippf.org/sites/default/files/2017-06/FinancialReport_2016.pdf >. Acesso em 23 jul. 2018.
37 Ibid.
38 Ibid.
39 IPPF, 2015. Financial Report. Disponível em https://www.ippf.org/sites/default/files/financialreport_2014-2015.pdf – pag 38.
40 Ibid., pag. 39
41 https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,gravida-que-teve-pedido-para-interromper-gravidez-negado-pelo-supremo-faz-aborto-na-colombia,70002114603
42 http://catarinas.info/caso-rebeca-anis-esclarece-duvidas-sobre-a-realizacao-do-aborto-na-colombia/
43 Gates Foundation. BMGF Form 990. Disponível em https://docs.gatesfoundation.org/Documents/2016_BMGF_Form_990PF.pdf
44 Fiocruz [website Fiotec]. Disponível em http://www.fiotec.fiocruz.br/index.php; Open Society [website] Grants, Grants Database. Disponível em
https://www.opensocietyfoundations.org/grants-database/?filter_location=latin-america-the-caribbean#OR2016-31295
45 FioCruz [website portal]. Fim do silêncio: Documentário sobre aborto inseguro. Disponível em https://portal.fiocruz.br/video-fim-do-silencio
46 Open Society [website] Grants, Grants Database. Disponíveis em https://www.opensocietyfoundations.org/grants-database/?filter_location=latin-america-the-caribbean&page=14#OR2016-29837 e https://www.ibccrim.org.br/grupo_trabalho_politica_nacional e https://www.opensocietyfoundations.org/grants-database/?filter_location=latin-america-the-caribbean&page=23#OR2015-24921
47 IBCCRIM [website]. 24 mai. 2012. Mesa de Estudos e Debates: 24/05/2012 – quinta-feira “O aborto no novo código penal”. https://www.ibccrim.org.br/evento/149-Mesa-de-Estudos-e-Debates-24052012-quinta-feira-O-aborto-no-novo-codigo-penal
48 Ford Foundation. Os 40 anos da Fundação Ford no Brasil. Disponível em https://www.fordfoundation.org/media/1719/2002-os_40_anos_da_fundacao_ford_no_brasil.pdf
49 IPPF, 2009. Financial Statements. Disponível em https://www.ippf.org/sites/default/files/ippf_financial_statements_2009.pdf
50 Revista Pesquisa, 2016. Anibal Faúndes: O homem que aprendeu a enxergar as mulheres. Disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2016/07/14/anibal-faundes-o-homem-que-aprendeu-a-enxergar-as-mulheres/
51 Gonçalves, LS., Derosa, M. 2018. A instrumentalização da área da saúde pela indústria do aborto no Brasil: o Congresso Mundial Figo e o Papel da Febrasgo. Rev Estudos Nacionais Online. Disponível em http://estudosnacionais.com/2018relatorio01congressofigo/
52 CEBRAP [websute]. Área Institucional. Lista completa de patrocinadores e financiadores. http://cebrap.org.br/institucional/
53 Gonçalves LS., Derosa, M. 2018.
54 Zanello e Porto (Orgs). CFP. Aborto e (não) desejo de maternidade(s). Questões para a psicologia. 2016. Disponível <https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2016/11/CFP_Livro_Aborto-2.pdf>.
55 CPT. Entidades lançam campanha nacional por mais direitos e democracia. http://acaoeducativa.org.br/blog/2016/07/27/entidades-lancam-campanha-nacional-por-mais-direitos-e-democracia/
56 Dhesa [website]. Plataforma de Direitos Humanos, Filiadas. Disponível em http://www.plataformadh.org.br/filiadas/
57 Dados relevantes:
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– Ford Foundation. Globalization, Health Sector Reform, Gender and Reproductive Health. Globalization Committee Reproductive Health Affinity Group. Disponível em https://www.fordfoundation.org/media/1726/2003-globalization_health.pdf . Acesso em 23 jul. 2018
– IPPF [website] Our Priorities. https://www.ippf.org/our-priorities Acesso em 23 jul. 2018.
58 https://figo2018.org/
59 Texto originam do site “Given the changing climate related to abortion throughout Central and South America, the FIGO Congress in Rio de Janeiro is an opportunity to introduce new providers to current abortion technology and expand the offerings of experienced providers.” Disponível em https://figo2018.org/abortion-technology-eng/, acesso em 23 jul. 2018.

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