Nova Era, imposição do governo mundial e religião universal – Entenda os modos de atuação

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Esse assunto geralmente trás consigo uma série de polêmicas e dúvidas e isso é ainda mais acentuado com alguns “profetas” que utilizam nomes como “nova era” e “nova ordem mundial”, que se valendo a interpretação pessoal da Bíblia, sobretudo do livro do Apocalipse e comparando com alguns fatos que acontecem hoje em nossa sociedade, fazem algumas associações muito erradas.

Infelizmente, muitas dessas acusações ou associações são feitas de forma leviana a Igreja Católica. Alguns por pura ignorância mesmo, outros, por desonestidade intelectual.

A nova era é a preparação para o governo mundial e a religião universal, ou seja, é a preparação para o cenário do anticristo. Embora isso tenha sim ligação com fé e com espiritualidade, precisamos entender que assim como nossa salvação bem como, toda história do cristianismo passou e passa por mãos humanas, assim também é feito pelo inimigo.

Deus Pai quis precisar de nós, seus filhos e, para que Seu Filho, Jesus Cristo no plano de redenção e amor nos resgatasse da morte. Jesus sendo a face do próprio Deus se fez homem e se entregou por nós. Jesus sendo justiça e misericórdia nos faz também sermos justiça e misericórdia. Ou seja, assim como a Igreja passa também por nós, a justiça e a misericórdia de Deus também passam. Isso se dá quando somos justos, somos misericordiosos, somos a face de Deus.

O apóstolo São Paulo vai dizer que a fé vem através da pregação, conforme Romanos 10, 17 “Pois a fé vem da pregação e a pregação é pela palavra de Cristo.” Veja bem, a fé que é um dom de Deus vem através de uma pregação de um irmão ou irmã como eu e você.

Assim como os filhos de Deus, sobretudo São João Batista preparou para a vinda de Cristo e hoje, nós cristãos, os filhos de Deus também preparamos e nos preparamos para Sua vinda gloriosa, os filhos da serpente também preparam para a vinda do anticristo.
A explicação acima é tão somente para algumas pessoas entenderem que muitas das coisas não ficam só no campo espiritual, mas se dá nas ações do dia a dia, na política, na sociedade, etc. Alguns cristãos quando falam de fim dos tempos e anticristo acham que as coisas acontecerão do nada em um dia qualquer. Mas não é bem assim.

Não tenho a petulância aqui de explicar tudo sobre nova era, muito menos, ter todas as respostas. Até porque é um assunto extremamente complexo e até mesmos especialistas como Monsenhor Juan Claudio Sanahuja, hoje no mundo uma das grandes referências nesse assunto não consegue ter todas as respostas.

Para não parecer “profecias de YouTube”, no final do artigo esta toda a referência bibliográfica, pelo menos a principal. Visto ter me interessado pelo tema “nova era” estudando marxismo e suas correntes filosóficas e os modos operantes. Já havia ouvido falar sobre o tema, mas nunca tive interesse o suficiente para estudar. No entanto, em certo ponto do estudo sobre o marxismo comecei a constatar que há interesses mútuos entre marxistas e globalistas e quando resolvi me aprofundar mais sobre o tema, constatei que na verdade os globalistas se utilizam dos marxistas para conseguirem seus objetivos.

Os globalistas financiam os movimentos marxistas e muitas das vezes fomentam “necessidades” ou “causas” do pensamento revolucionário. A grande briga entre “esquerda” e “direita” na verdade ocorrem apenas entre sua militância, mas em altos graus não passa de encenação, isso quando há essa briga. Por incrível que pareça, as mentes esquerdistas mais brilhantes são dos meta capitalistas. Estranho, mas nesse artigo você entenderá o que estou dizendo.

A nível Brasil, nossa política nacional é polarizada entre dois partidos e antes que comecem as acusações de “petralha” ou “coxinha”, gostaria de informá-lo que não sou partidário! Não gosto e não votaria no PT e o que muitos não sabem é que o PSDB não tem diferença significante.

Ambos são de ideologia marxistas, sendo que o PT segue a linha revolucionária mais radical e o PSDB segue a linha do socialismo Fabiano, que é uma linha que consiste na revolução por meios mais brandos, com pequenas mudanças legislativas e influência cultural, de modo que se atinjam seus objetos. É uma linha que ao contrário da linha seguida pelo PT, não uma meta de data, pois acreditam que um dia seus objetivos acontecerão. Em resumo, no português claro, são farinha do mesmo saco! Andam de mãos dadas, tem em comum o mesmo objetivo e nesse artigo você entenderá o que estou dizendo.

Na verdade, a política nacional brasileira é essencialmente marxista, com pouquíssimos e/ou praticamente nenhum representante conversador. Mas isso não é um fenômemo brasileiro, mas sim, mundial. Acredita-se que cerca de 1/3 do mundo já seja marxista, ou seja, a cada três pessoas uma é marxista.

O que é nova era?

É difícil dar uma resposta simples e objetiva. Nova era não é uma religião, não é uma seita e não é uma Igreja. Muito embora trate de vários assuntos que tocam nossa fé como Deus, morte, vida, valores morais, etc. Nova Era é uma forma de pensar de um grupo de pessoas ou alguns grupos de pessoas com pensamentos em comuns que pensam em mudar o mundo segundo o que acham certo ou justo.

Não tem um chefe em comum, não tem uma doutrina, regras, disciplinas ou qualquer tipo de exercícios espirituais.

O termo “nova era” vem da astrologia, pois se acredita que estamos iniciando uma nova era, a era de aquários. Saímos da era de peixes, que tínhamos Jesus Cristo ou cristianismo como divindade e estamos na era de aquários, que será marcada, sobretudo pela harmonia dos povos e nesse sentido a revolução cultural é urgente, pois se deve preparar a humanidade para isso.

É um movimento muito complexo que vem se formando a 30 anos reunindo uma séria de pensamentos cultural, filosófico e religioso tentando empurrar a humanidade a novos paradigmas de pensamento e comportamento. E acredite não há nenhum aspecto de nossas vidas que não tenha sentido o efeito da nova era.

Os objetivos da nova era é reunir elementos de várias religiões orientais como o espiritismo, terapias alternativas, meditação transcendental, ecologia, astrologia, gnosticismo, etc.
No campo político, a nova era é um grupo de pessoas muito poderosas, ricas e influentes que através de uma revolução cultural feita através de uma pesada reengenharia social pretendem mudar muitos paradigmas e valores do mundo inteiro.

Têm por interesse a criação de um governo mundial, de modo que nenhuma nação fosse mais soberana em seu território. O projeto é que o mundo inteiro se torne uma única nação sem fronteiras e com um governo central, o governo mundial.

Paralelo a isso, a criação de uma religião universal ligada a esse governo mundial. Essa religião englobaria todas as religiões do mundo. Portanto, não haveria uma doutrina fixa e muito menos valores basilares como é, por exemplo, a religião católica. O que importará é tão somente a satisfação do ser humano, se algo o completa, o faz bem então é bom! Hoje, muito comum em nossa sociedade é a famosa expressão “o importante é falar de Deus” como muitos dizem.

Reengenharia social

Para entendermos bem como isso se dá é necessário compreendermos que toda civilização é norteada por valores (os famigerados valores patriarcais) e por sua cultura. Esses valores e a cultura não se constroem do dia para noite, mas não construídos a duras penas que depois se tornam basilares. São valores que mantém a ordem, que dão referências paras próximas gerações, que norteiam a sociedade.

No caso do ocidente, a Igreja Católica tem fundamental importância na construção desde o ensino com a criação das universidades e o método científico, além da influência na arquitetura, no direito e na criação de hospitais, asilos, leprosários, etc. e obviamente na formação moral. O escritor Thomas E. Woods Jr em seu livro “Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental” relata vários períodos históricos em que a Igreja foi fundamental para a construção de nossa sociedade como é hoje.

Filósofo marxista, o italino Antonio Gramsci

Obviamente civilização nenhuma aceita a mudança brusca de cultura e valores e é aqui que entra a importância do pensamento do filósofo marxista Antonio Gramsci, que vendo o fracasso da revolução proposta por Lênin e Stalin na extinta União Soviética percebeu que a revolução deve ser feita de forma cultural e de forma gradual e planejada.

Uma das frases imortalizadas de Gramsci é “não tomem quartéis, tomem escolas e universidades. Não ataquem blindados, ataquem idéias.” E essa idéia é seguida a risca, sobretudo no Brasil e como tem funcionado, pois a degradação cultural e moral do Brasil é algo assustador. Quase que a totalidade de nossa imprensa transmite e propaga valores que são contra os valores familiares. Casamento gay, aborto, religiões reencarnacionitas transmitidas na TV aberta sem nenhuma cerimônia, aliás, quando se trata de casamento gay, por exemplo, os trata como algo bom, algo diferente e moderno.

Estamos em um imenso processo de reengenharia social, ou seja, nossos valores e conceitos morais estão sendo mudados aos poucos de modo que não se perceba. Aos poucos assuntos que até então eram tabus ou tidos como imorais aos poucos vão sendo introduzidos na cultura de forma sutil e agradável que a população mude o conceito e aceite alguns valores que até então eram inaceitáveis.

Há um imenso trabalho de se combater a religião, sobretudo a religião católica. Como não é possível o ataque direto, pois isso causaria uma revolta popular, vão se criando pequenas legislações que vão impedindo o culto religioso. Por exemplo, aprova-se o casamento gay e isso pode abrir alguma prerrogativa para obrigar um Padre a presidir uma união homossexual. Paralelo a isso e/ou junto disso tem-se uma gigantesca máquina difamatória contra a Igreja Católica.

Nas grandes emissoras abertas brasileiras quando tem algum Padre na trama, geralmente esse Padre é pedófilo, ignorante, ocultista e assim por diante, o papel não é de modo algum atraente ao público, sempre pejorativo. Os filmes americanos quando envolve na história a Igreja Católica na esmagadora maioria das vezes é tratado como religião opressora, preconceituosa, corrupta e assim por diante. Utilizam mentiras criadas por protestantes (mal intencionados) a partir do século XVII e XVIII sobre supostas torturas feitas na inquisição e cruzadas e sem falar na queima as bruxas, que a verdade foi feita por protestantes anglicanos na Inglaterra e não por católicos.

Em 1950, depois de alguns estudos bibliográficos e de uma experiência breve na África do Sul, as fundações descobriram que a melhor maneira de conseguir a paz, na visão deles, seria pela formação de um governo mundial. É o que podemos ler neste documento da Ford, de 1949:

“A Fundação Ford e seus conselheiros crêem que a manutenção da paz depende em grande parte da vontade e da habilidade de as nações melhorarem e fortalecerem as Nações Unidas até o ponto em que esta organização se transforme, de fato, em uma estrutura de uma ordem mundial, legal e judicial. Antes que esse objetivo possa ser alcançado completamente, muitos problemas devem ser resolvidos dentro do trabalho das Nações Unidas e muitos conceitos tradicionais como o das soberanias nacionais devem ser colocados em discussão e redefinidos.

A condução das questões internacionais exige homens e mulheres da mais elevada competência e estatura intelectual. Não obstante a gravidade da situação mundial, os governos são incapazes de localizar, atrair e manter as pessoas, seja na qualidade, seja no número necessário. E a Fundação Ford está consciente dos fatos de que os resultados significativos não serão alcançados em um espaço de poucos anos, mas ela crê que os esforços para este fim devem começar agora.

Os procedimentos gerais pelos quais esperamos melhor alocar, treinar e utilizar pessoas de competência e estatura potencial será discutido na quarta parte deste informe sobre os nossos programas educacionais. (Report of the study for the Ford Foundation on policy and program, 1949, p. 59-61,).”

A intenção é quebrar a espinha dorsal da cultura de uma sociedade e o espírito de união, que a partir daí pode-se promover as mudanças e revoluções que bem entenderem. Nesse ponto, infelizmente nota-se na população brasileira, boa parte dela, uma prostração quase que total frente a esses novos paradigmas.

Novos paradigmas éticos

Esta subversão silenciada para concretizar o projeto de poder global se realiza impondo alguns paradigmas éticos. Vejamos quais são eles:

1-    O paradigma do utilitarismo sentimental da maioria

Em 1984 o governo britânico publicou um artigo intitulado como  “Relatório do Comitê de Investigação em Fertilização Humana e Embriologia”, redigido sob a direção da professora Mary Warnock. Nesse relatório constatou que o sentimento da maioria das pessoas como base de uma decisão moral e legal. Fixou-se então que o utilitarismo sentimental da maioria é um critério prático universal nessa questão.

Desse modo, o culto irracional dos desejos descartou as razões morais objetivas, rejeitando a existência de uma natureza comum a todos os seres humanos. O uso da razão foi substituído pela intensidade dos sentimentos e desejos.

Portanto, o sentimento de “coisificar” as pessoas já é um senso comum para atender os desejos e caprichos de uma pessoa, mesmo que isso implique na morte de outros.

2-    O novo paradigma da saúde

No ano 1992 foi adotada pela Organização Mundial da Saúde e imposto aos países membros da ONU a aplicação do princípio custo benefício à saúde. Segundo Hiroshi Nakajima, então diretor geral da OMS, dizia: “As diferenças biológicas e genéticas das pessoas podem limitar seu potencial de saúde, e a saúde é um pré-requisito para o pleno gozo dos direitos humanos.”

Por exemplo, segundo a OMS, pouco adiantaria a sobrevivência de uma criança com poliomielite por um ano, se pode morrer de malária no ano seguinte ou então não ter um crescimento que o torne um adulto saudável e produtivo.

Os adultos saudáveis e produtivos serão os únicos que terão lugar nessa nova sociedade, a sociedade da Nova Ordem Mundial. Por isso, já uma forte pressão da OMS e da ONU sobre os países membros para que os esforços nos serviços de saúde sejam cada vez maiores para os adultos saudáveis e produtivos.

A cultura de morte é algo promovido abertamente pela OMS e ONU e diabolicamente fazem sobre o pretexto dos direitos humanos. O próprio Nakjima declara “a ética judaico-cristã não poderá ser aplicada no futuro.”

Por isso, a OMS insiste que nasçam crianças saudáveis para o crescimento sustentável do planeta, no entanto, para a OMS a categoria “crianças saudáveis” não inclui apenas a saúde física, mas o fato da criança ser desejada e planejada. Ou seja, uma gravidez não esperada, para a OMS e a para ONU enquadra-se em criança não saudável.

Para ter uma idéia dessa macabra política, o então presidente americano Barack Obama, enviou ao Congresso um projeto de reforma da saúde que incluía:

a)    O aborto sem restrições financiando com dinheiro público;
b)    A eutanásia disfarçada por meio de limitação de consultas médicas, medicamentos e cuidados necessários aos doentes crônicos, desde crianças com síndrome de Down a doentes como câncer, assim como idosos e veteranos de guerra;
c)    A negação do direito a objeção de consciência aos profissionais da saúde;
d)    Um controle quase que exclusivo da parte do quanto às apólices de seguro de saúde, criando um Comitê de Saúde que pode tomar decisões sobre os pacientes e que atribuiu ao governo federal o poder e vigiar contas bancárias pessoas para averiguar gastos em saúde da cada cidadão.

Para a OMS, saúde é um estado de bem-estar biopsicossocial e não apenas a ausência de doenças, o que justifica por si só, vários atentados contra a lei natural da vida, como aborto, eutanásia, esterilização, manipulação genética, etc.

Para alcançar esse bem-estar biopsicossocial qualquer capricho poderia ser reconhecido como parte do direito a saúde. Ou seja, nesse conceito inclui-se a questão da saúde psíquica da mãe entre as causas de aborto terapêutico. Conceito esse, que os comitês do sistema de direitos humanos da ONU estão impondo, baseando no conceito de saúde da OMS.

Em miúdos, em nome dos direitos humanos, matam-se humanos como se mata galinhas.

3-    Paradigmas da reinterpretação dos direitos humanos

A ONU impôs as suas agências e comitês novas diretrizes da reengenharia social da nova era. Segundo a ONU, os direitos humanos são evolutivos, isto é, a partir de uma hermenêutica ideologizada pode-se dar origem a uma infinidade de pseudodireitos a serviço de uma política dentro do projeto de poder mundial. Vejamos alguns exemplos:

a)    Eliminação de todas as formas de descriminação contra a mulher, conforme a convenção de 1979. Mas uma nova interpretação e recomendação geral em 2004 sobre programas de planejamento familiar que inclui contracepção, esterilização e aborto. Portanto, o que se entendia como planejamento familiar em 1979 mudou o sentido.

Dentro do que chamam de direitos da mulher ou direitos sexuais das mulheres, inclui-se saúde reprodutiva, a liberdade ou a autonomia reprodutiva.
Para piorar a confusão, segundo a ONU o termo “direito sexual” está relacionado à homossexualidade sob o eufemismo de livre orientação sexual, orientação sexual e gênero, identidade de gênero adotada ou autopercebia, exigindo que sejam reconhecidos seus direitos sociais e jurídicos.

b)    O comitê do tratado internacional contra a tortura interpreta que as leis ou atitudes familiares que impeçam o aborto a uma mulher como tortura psicológica. Segundo a ONU, as mulheres estão em risco de maus tratos, que incluem a privação da liberdade, a privação de tratamento médicos, especialmente daqueles que envolvem suas decisões reprodutivas e a violência exercida privadamente em sua comunidade e em seus lares.

Um exemplo disso foi em 2009 na Nicarágua, em que o governo proibiu o aborto terapêutico mesmo em casos de abusos sexuais. O comitê internacional contra a tortura afirmou em seu relatório que a nação centro-americana violava os direitos do tratado e conseqüentemente os direitos humanos. Portanto, para as nações unidas o novo conceito de violência contra as mulheres tem uma nova interpretação, que justifica e/ou despenaliza a liberação do aborto.

O sistema de direitos humanos da ONU entende por ingerência de terceiros não apenas leis que penalizam o aborto, mas qualquer oposição o âmbito religioso ou familiar, mesmo que incluída a vontade do cônjuge. Se estiver contrária ao aborto, mesmo que se trate de uma mulher menor de idade é tratado pelas Nações Unidas como injusta ingerência.

c)    Em julho de 2009, o Comitê de Monitoramento de Pacto Internacional de Direitos Econômicos sociais e Culturais publicou a observação geral, número 20 em que diz: “Tendo por base que o “crescimento econômico por si mesmo não levou a um desenvolvimento sustentável, e que existem pessoas e grupos de pessoas que enfrentado dificuldades socioeconômicas, freqüentemente como conseqüência de arraigados padrões históricos e de formas contemporânea de discriminação.”

Inclui ou entende-se por discriminação por orientação sexual e identidade de gênero.

Portanto, para a ONU crescimento sustentável, que deveria estar ligado à economia, para as Nações Unidas inclui-se também a identidade de gênero. Por exemplo, os transgêneros, transexuais ou os intersexo são vítimas freqüentes de graves violações dos direitos humanos.

Outra questão é a batalha que travamos no que tange a paternidade responsável. Enquanto a Igreja através de seus documentos nos ensina uma coisa, na boca dos políticos versados pela ONU tem-se outro sentido como a maciça distribuição de contraceptivos, aborto, etc.
Mudar o significado e o conteúdo das palavras é uma artimanha para que reengenharia social seja aceita por todos sem pretextos.

A negação da transcendência

Segundo o Concílio Vaticano II, na constituição Gaudium et Spes  “a origem da perversão dos direitos humanos deve ser encontrada na negação da existência de Deus criador, Pai comum de todos os homens”.

Uma das questões basilares dessa reengenharia social imposta pela ONU é a negação da vida pós-morte, ou seja, de um paraíso ou de um inferno. A negação de um Deus Pai de toda humanidade.

O então Papa, João Paulo II dizia “Para a eficácia do testemunho cristão, especialmente nestes âmbitos delicados e controversos, é importante fazer um grande esforço para explicar adequadamente o motivo da posição da Igreja, sublinhando, sobretudo, que não se trata de impor aos não crentes uma perspectiva de fé, mas de interpretar e defender valores radicados na própria natureza do ser humano.”

O que a Igreja defende e entende são os direitos naturais, como o direito a vida e o direito dos pais a educarem seus filhos como quiserem, inclusive no campo religioso.

4-    O novo paradigma de família

Esse paradigma é estritamente ligado ao anterior. A perspectiva de gênero é um conceito chave da reengenharia social anticristã para subversão do conceito de família.

A ONU adota o conceito de gênero desde o início da década de 90 e desde então, quer impor uma visão natural de sexualidade autoconstruída a serviço do prazer.

Isso é ponto chave da nova sociedade que a ONU quer impor. Nela se baseia o reconhecimento social e jurídico da homossexualidade, o pseudo direito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e a adoção de crianças por parte desses “casais”.

Nos documentos internacionais, família já deixou de ser a união entre um homem e uma mulher e sua prole.

A respeito desse assunto, quero chamar a atenção para três perigos muito próximos.

a)    A Convenção Interamericana contra racismo e toda forma de discriminação de intolerância.

Desde 2006 existe um projeto na OEA (Organização dos Estados Americanos) o projeto da Convenção Interamericana contra o racismo e toda forma de discriminação e intolerância, que nos obriga modificar nossas legislações para fazer valer as pretensões do lobby gay e conseqüentemente implantar uma tirania homossexual.

Essa convenção autoriza uma ampla censura à imprensa, que inclui a internet e as mensagens de correio eletrônico, para todos aqueles que transmitem conteúdos considerados discriminatórios. Qualquer material escrito ou intervenção oral oposta ou que manifeste discordância com o estilo de via homossexual seria censurado e seus autores perseguidos, isto inclui os documentos da Santa Sé, o Catecismo da Igreja Católica, os documentos episcopais, homilias, etc.
Sem falar na discriminização inversa, que é uma cota gay em empresas, no corpo docente dos colégios públicos e privados, repartições públicas, etc.

b)    Os princípios de Yogyakarta

Uma grande ameaça também são os princípios conhecidos como “Princípios de Yogyakarta” que foi elaborado por ativistas pró-homossexuais, sendo muitos deles ex-funcionários da ONU.
Vale lembrar que os governos do Brasil, do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da Argentina do então presidente Néstor Kirchner e Cristina Kirchner são cúmplices nesta imposição.

Os princípios de Yogyakarta são definidos como a “aplicação das normais internacionais de direitos humanos em relação à orientação sexual e a identidade de gênero.”

c)    A convenção Ibero-americana de Direitos dos Jovens

Pretende ser reconhecida como parte do sistema jurídico de direitos humanos das Nações Unidas, inclui todos os tópicos do movimento homossexual: a perspectiva de gênero, o princípio da não-discriminação e da orientação sexual, e também, entre outras propostas reprováveis, o direito dos jovens a confidencialidade em relação a sua saúde sexual e reprodutiva, o que é uma constante visando à destruição da família, que é uma parte basilar da reengenharia social

Os novos paradigmas religiosos

Para realizar esta grande subversão mundial da ordem natural, sem resistência, a nova ordem mundial cria outro paradigma: o da nova religião universal ou novos princípios éticos universais, a fim de assegurar o desenvolvimento sustentável ou sustentabilidade da humanidade. Isso completa o quadro da colonização das consciências.

Como dizia o então Cardeal Ratzinger, torna-se uma necessidade para Nova Ordem Mundial, destruir o cristianismo, esvaziando sua fé em Cristo e na Igreja, a fim de transformá-la em mera doutrina de ajuda, solidariedade social ou filantropia.

Desde muito antes, de forma sutil aos poucos vai se infundindo nas mentes das pessoas, que as causas das guerras e desastres humanitários no planeta se dão através da questão religiosa e/ou das lutas entre as religiões.

Nessa tentativa da criação da religião universal, projetos como a “Carta da Terra”, o “novo paradigma ético da Nova Era”, e o da “Ética Planetária de Hans Kung” que visa dar sustentação ética a Nova Ordem Mundial.

O livro do Monsenhor Juan Claudio Sanahuja chamado “El Desarollo Sustentable. La Nueva Ética Internacional” trata com profundidade sobre os temas a seguir, o ecologismo, a história da redação, desenvolvimento e dos personagens da Iniciativa Carta da Terra e a Ética Planetária.

Vemos um a um em linhas gerais:

1-    O ecologismo

Em 1991, a UNESCO trabalhava com dois projetos, o de uma ética universal de valores relativos e o de uma ética universal de vida sustentável.

A ética universal de vida sustentável parte de um dogma inapelável: “É necessário lembrar a verdade indiscutível de que os recursos disponíveis e o espaço da Terra são limitados”, diz o documento que deixa claramente estabelecida que o “o progresso industrial dos países desenvolvidos não se estenderá aos Países do Terceiro Mundo”, e acrescenta que a única causa de degradação ambiental nesses países é o fator demográfico, e que é intolerável que os “os pobres, que são maioria no futuro, prejudiquem os ecossistemas do mundo para conseguir se desenvolver a qualquer preço”.

A UNESCO foi co-autora também dos “Princípios para viver de forma sustentável”. Segundo esses princípios, é necessária a elaboração de um novo código ético universal que deverá ser construído e desenvolvido através do diálogo e do consenso com autoridades religiosas, pensadores, dirigentes civis e grupos de cidadãos, e que deverá dar forma as leis nacionais de todos os países, sendo incorporada por todos os indivíduos em seus códigos de comportamento pessoal e social.

Para exemplificar, um dos princípios é que “deve-se alcançar o equilíbrios entre a capacidade de carga da Terra, o volume da população e os estilos de vida de cada indivíduo”.
Portanto, a maternidade e a paternidade deixam de serem, assim, decisões pessoas para ser tornar uma questão política.

2-    A Carta da Terra

Leonardo Boff, teólogo excomungado da Igreja. Um dos ícones da “Teologia da Libertação” e um dos grandes apoiadores da “Carta da Terra”

Esse documento foi idealizado no início dos anos 90 por duas organizações: A Cruz Verde Internacional de Mikail Gorbachev e o Conselho da Terra, dirigido por Maurice Strong. Gorbachev declarou em 1997 “O mecanismo que usaremos será a substituição dos Dez Mandamentos pelos princípios contidos na presente Carta ou na Constituição da Terra”. A Carta foi patrocinada desde o início por Frederico Mayer, que foi Diretor da UNESCO de 1987 a 1999.
No Brasil esse documento tem forte apoio dos teólogos Leonardo Boff e Frei Beto, ambos excomungados da Igreja. Eles fazem parte de um grupo dentro da Igreja chamado de “Teologia da Libertação”, que basicamente consiste na interpretação do Santo Evangelho com uma ótima marxista e materialista. Mais para frente falaremos sobre a infiltração e a confusão dentro da Igreja.

Esse documento coloca a natureza como uma divindade, implicitamente é uma adoração a deusa Gaia, da mitologia grega, a deusa mãe-terra. Essa Carta afirma como princípio “A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, nosso lar, está viva como uma comunidade de vida única. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra proveu condições essenciais para evolução da vida. A capacidade de resistência da comunidade de vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável, com todos os seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global, com seus recursos finitos, é uma preocupação comum a todos os povos. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado”.

A Carta da Terra tem explicitamente pontos de partidas doutrina agnóstica e panteísta para essa nova sociedade. A visão totalizadora do desenvolvimento sustentável, impregnada da linguagem da Nova Era, aparece outra vez: “Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas. Assegurar que as comunidades garantam, em todos os níveis, os direitos humanos e as liberdades fundamentais e proporcionem a cada oportunidade de desenvolver o seu pleno potencial”.

Não poderia faltar a abordagem ecologista de controlar a natalidade para salvar o planeta: “Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário”, além de questões que colaboram diretamente com as políticas do antinatalismo e com a reengenharia anticristã da sociedade: “Afirmar a igualdade e a equidade de gênero como pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável e garantir o acesso universal a educação, o cuidado a saúde e a oportunidade econômica. Garantir os direitos humanos das mulheres e das meninas e acabar com toda violência contra elas. Garantir o acesso universal aos cuidados da saúde reprodutiva, promovendo a reprodução responsável. Adotar estilos de vida que acentuam a qualidade de vida e a suficiência material num mundo finito”.

Nessa Carta Deus está totalmente ausente, não aparece se quer como uma hipótese, uma força, enfim. A Carta da Terra é um dos fundamentos para criação da religião global:

“Para construir uma sociedade global sustentável, as nações do mundo devem renovar seu compromisso com as Nações Unidas, cumprir com suas obrigações sob os acordos internacionais existentes e apoiar a implantação dos princípios da Carta da Terra, através de um instrumento internacional juridicamente vinculante sobre o maio ambiente em desenvolvimento.”

Fica claro e nítido que a visão cristã é inconciliável com o conceito panteísta da Carta. Para a Carta o homem é uma partícula do universo em pé de igualdade com um animal ou vegetal, incapaz de conhecer qualquer realidade que não seja material.

3-    Materialismo espiritualista

A Carta da Terra é uma manifesto materialista, pagão, panteísta, e que pretende fornecer uma base ética para um rígido controle da população mundial. Os especialistas disfarçam de boas intenções o projeto de transformar grandes áreas do planeta em armazéns de matérias-primas que garantam a manutenção dos opulentos hábitos de consumo de uns poucos privilegiados.

A Carta visa à preservação desse novo humanismo que visa preservar as florestas e salvar de um suposto extermínio das focas, baleias, gorilas, peixes-bois, leopardos, elefantes, várias espécies de borboletas, ursos e cabras-montesas, e por, outro lado, não apenas justifica, mas obriga a perseguir e provocar um verdadeiro holocausto com leis que autorizam o abominável crime do aborto em nome dos direitos humanos, da paz, da igualdade, da harmonia universal.
Alguns especialistas da ONU chegam defender que 60% do território mundial devem ser destinados a preservação ambiental, outros, chegam a defender que 80% do território do planeta devam ser destinados a áreas de preservação.

4-    A aliança das civilizações e o apoio maçônico explícito

Em 2004, o primeiro-ministro espanhol, o abortista pro-homossexual Jose Luiz Rodriguez Zapatero, lançou a iniciativa Aliança de Civilizações como uma contribuição para iniciativa da ONU chamada “Diálogo das Civilizações”. A Aliança tem como objetivo o diálogo para superar as diferenças culturais e religiosas entre os povos, concretamente com os islâmicos, que na prática é uma estratégica de integrar a Turquia a União Européia, que na prática seria mais um duro golpe nas raízes cristãs da Europa.

O então primeiro ministro turco Erdogan disse que “não deveria ser permitido fazer da Europa um clube cristão”.

A ex-freira Karen Armstrong faz parte do alto nível da Aliança, Karen abandonou a fé para se tornar, segundo ela, uma “monotipista free-lance”, é uma das representantes da Europa. Ela promove culto sincrético tomando aspectos do cristianismo, do judaísmo e do islamismo.

Outro representante europeu é o francês Huber Vedrine, ex-ministro do governo socialista de Lionel Jospin. O qual buscou um amplo consenso para Carta da Terra.

A representante do Egito é a Nafis Sadik, assessora especial do Secretário Geral da ONU, ex-diretora executiva do fundo de população da ONU. Ficou conhecida como defensora dos “direitos” sexuais e reprodutivos como direitos humanos.

Temos também um bispo anglicano como representante chamado Desmond Tutu, que é abortista e pró-homossexual. Pela América Latina Enrique Iglesias e Candido Mendes e pelo Oriente Médio, ex-presidente iraniano, o aiatolá Mohamed Khatami.

Desde sua criação, a Iniciativa Carta da Terra, assim como outros projetos éticos da nova ordem, tinha fortes indícios de apoio maçom. Para esclarecer a dúvida, a própria Maçonaria reconheceu seu apoio em 27 de março de 2006 pelo Grão Mestre de La Gran Logia de la Argentina de Libres y Aceptados Masones, Hector Sergio Nunes que afirmou “A Carta da Terra é influenciada pela nova visão científica mundial, incluindo as descobertas da moderna cosmologia, da biologia evolutiva, da física e da ecologia. Ela é baseada na sabedoria das religiões do mundo e das tradições filosóficas ancestrais. Também reflete o pensamento de grupos e organizações também ligadas a defesa dos direitos humanos, da igualdade de gênero, da sociedade civil, do desarmamento e da paz”.  É por isso que a nossa ordem assinou o tratado finalizada Hector Sergio Nunes.

4 – Ética Planetária

No Parlamento das Religiões no Mundo em 1993, Hans Kung, a quem a Santa Sé proibiu o ensino de teologia católico, apresentou o projeto da Ética Planetária com prévio aval da UNESCO.

Hans Kung, teólogo responsável pelo documento sobre a “Ética Planetária”. Assim como Boff, proibido pela Santa Sé de ensinar teologia católica.

Hans Kung tornou-se assim uma das cabeças visíveis do processo para impor esta nova ética cósmica, enunciada no estilo da maçonaria, composta de uma mistura de gnose, expressões de bons desejos e da vaga alienante espiritualidade new age. O próprio Hans Kung define como “uma síntese de superação de todas as religiões do mundo”.

O projeto de Kung foi aprovado pelo Parlamento das Religiões como “um consenso mínimo sobre os valores fundamentais de caráter vinculante, de normas irrevogáveis e de atitudes morais fundamentais”.

O conteúdo da Ética Planetária é carregado de palavras que esvaziam o conteúdo, de modo, que cada indivíduo possa interpretá-las a sua maneira, segundo a sua tradição cultural ou de acordo com seus interesses. É um legado contra o fanatismo e a intolerância, em favor da tolerância universal.

Assim como a Carta da Terra, esse projeto ignora a existência de Deus e, naturalmente, sua transcendência em relação à criação. Nem mesmo a existência da alma humana como uma entidade separada fica clara.

As atitudes morais fundamentais são reduzidas a palavras sem significado claro: paz, justiça, equidade, dignidade, compaixão tolerância, solidariedade, diálogo, respeito à pluralidade e outras, as quais são ambíguas em si mesmas.

Em síntese é a completa ausência de Deus, pelo menos o Deus cristão como conhecemos, criador de tudo e de todos. O que importa no caso é a satisfação pessoal do indivíduo, podendo interpretar leis morais ao seu bel prazer. Por exemplo, se um islâmico estuprar uma criança e alegar que ele interpretou o ato segundo a sua cultura e nessa interpretação não há problema, ele não será condenado.

Tanto a Ética Planetária quanto a Carta da Terra, não são concorrentes entre si. Inclusive, tanto Hans Kung, como Leonardo Boff sempre os aparecem mesmos fóruns e debatendo mesmos temas. Elas têm o mesmo objetivo que é a demolição da Igreja Católica e a construção de outra igreja, uma caricatura a serviço da nova ordem mundial.

Infiltração na Igreja

Dom Antonio Cañizares, em 15 de agosto de 2004, enquanto ainda era Arcebispo de Toledo e Primaz da Espanha dizia:

“A Igreja em sua peregrinação ao longo do século XX e início do século XXI passou por muitas tribulações e teve que travar batalhas contra o poder das trevas. Talvez nunca na história foi tão perseguida como neste período”.

Talvez essa perseguição que Dom Antonio Cañizares cita, seja mais perigosa e grave que todas as perseguições que a Igreja passou durante todos esses séculos. Mais perigosa que a perseguição física com matança de cristãos acredito eu, pois essa perseguição é ideológica e visa destruir e corroer todas as estruturas de fé, reduzindo a doutrina cristã a uma mensagem de solidariedade ou de crítica social.

Apóstatas que deixaram a Igreja, mas que influenciaram muitas pessoas (e infelizmente influencia até hoje), como Leonardo Boff, Hans Kung, o grupo “Católicas pelo Direito de Decidir” que contestam e negam o Magistério e a Doutrina da Igreja. Considere-se, por exemplo, a rejeição aberta ou, que é pior, o silêncio sobre a doutrina das encíclicas Humanae Vitae (um dos documentos mais combatidos pela Nova Era), Veritates Splendor, Evangelium Vitae e a Caritas in veritate.

Já que não é possível o combate direto contra a religião, especificamente da católica, desde a Revolução Russa de 1917 foram infiltrados inúmeras pessoas de ideologia marxistas, com o claro e único objetivo de corroer a Igreja por dentro, destruir a fé, apodrecer de dentro para fora. Ainda nos dias de hoje, a Igreja Ortodoxa Russa é uma ferramenta de propaganda marxista, é uma Igreja estatal.

Lênin, revolucionário comunista, político e teórico político russo que serviu como chefe de governo da República Russa entre 1917 a 1918.

Vejamos o decálogo de Vladimir Lenin com as táticas para tomar o poder:

1-    Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual;
2-    Infiltre e depois controle os veículos de comunicação em massa;
3-    Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os as discussões sobre assuntos sociais;
4-    Destrua a confiança do povo em seus líderes;
5-    Fale sempre em democracia e estado de direito, mas, tão logo haja oportunidade, assuma o poder sem nenhum escrúpulo;
6-    Colabore para esbanjamento do dinheiro público; coloque em descrédito a imagem do país, especialmente no exterior e provoque o pânico e o desassossego na população por meio da inflação;
7-    Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do país;
8-    Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;
9-    Contribua para derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes. Nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não-comunistas, obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa socialista;
10-    Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência a causa.

Com essa mentalidade revolucionária, muitos infiltrados, infelizmente se tornaram Padres, alguns chegaram ao Episcopado e desde então promovem uma verdadeira confusão dentro da Igreja. Como já mencionado nesse artigo, um câncer que a Igreja tem chama-se Teologia da Libertação. Na América Latina teve muito influência, especialmente na década de 80 e foi combatida pela Igreja e em especial pelo Papa João Paulo II. Infelizmente esse não é o único movimento com mentalidade new age dentro da Igreja e infelizmente de forma silenciosa vem fazendo muitos estragos. A interpretação do Evangelho segundo a ótica marxista, sempre trás consigo uma mensagem vazia da fé e carregada de elementos revolucionários.

Tenho absoluta certeza, que você, católico já participou de alguma Missa ou encontro com algum teólogo da libertação. Ou pelo menos, já deve ter visto na TV as Missas com participação de macumbeiras e tantos outros elementos sincretistas ou então discursos políticos ao invés de homilias.

Silenciosamente alguns fiéis se apostatam da fé, abandonam a Igreja e se tornam presas ainda mais fáceis para a reengenharia social.

Alguns casos nos EUA

Kathleen Sebelius, ex-governadora do Kansas, como Secretária de Saúde do governo de Barack Obama e entre um dos que apoiaram publicamente está o teólogo da libertação Miguel Diaz.

No EUA, a esquerda católica (se é que isso é possível) ou os católicos dissidentes em aberta rebelião contra os bispos americanos apoiaram a nomeação de uma abortista convicta, Kathleen Sebelius, ex-governadora do Kansas, como Secretária de Saúde do governo de Barack Obama e entre um dos que apoiaram publicamente está o teólogo da libertação Miguel Diaz.

O Cardeal americano Raymond Burke descreve algo que não é exclusivo dos Estados Unidos, mas muito comum, inclusive, no Brasil o famoso “politicamente correto”: “Uma das ironias da situação atual é que a pessoa que sofre e denuncia o escândalo provocado por ações públicas gravemente pecaminosas de outro cidadão católico é que é acusada de falta de caridade e de provocar divisão na Igreja. Numa sociedade cujo pensamento se rege pela ‘tirania do relativismo’ e pelo politicamente correto, os respeitos humanos são critérios últimos do que se deve fazer e do que se deve evitar; a idéia de que alguém induza ao erro moral não tem muito sentido. O que causa espanto neste tipo de sociedade é justamente que alguém não respeite o politicamente correto e, portanto, essas pessoas são qualificadas de perturbadores da paz. Mentir ou não dizer a verdade, no entanto, nunca é um sinal de caridade.”

Nos Estados Unidos há um sentimento de “Obamismo”, que o coloca como um príncipe da paz, assim como também é divulgado pela imprensa brasileira, lamentavelmente também retrata Barack Obama, como o “bom moço”.

O então presidente americano, Obama, foi um dos grandes apoiadores da causa do aborto e de políticas públicas seletivas já mencionadas nesse artigo.

Barack Obama é um dos grandes “garotos propagandas” da religião universal, vejam o discurso relativista: “para conciliar as crenças de cada um com o bem de todos”, ou seja, “Estamos dispostos a crer em tudo, também em contradição, pela simples razão de que não cremos em nada”.

Mesmo com esse discurso relativista, para alguns grupos católicos americanos, eles estão mais bem representados por Obama do que pelo então, Papa Bento XVI. Essa esquerda católica é financiada por Georges Soros, que também é um dos maiores financiadores da cultura do aborto e casamento gay no mundo inteiro.

Nos Estados Unidos há vários outros problemas, como por exemplo, a Conferência de Lideranças de Mulheres Religiosas, que contestam abertamente e trata de temas como ordenação de mulheres, salvação através da Igreja e homossexualidade. Essa conferência tenta subverter o ensinamento tradicional da Igreja e já não têm o Papa como uma autoridade eclesiástica.

Em 2009 os grupos pró-vida foram confrontados enquanto manifestavam em frente a uma clínica de aborto em Chicago pela religiosa dominicana Donna Quinn, que faz um acompanhamento as mulheres que vão abortar. No entanto, esse acompanhamento não é para que a pessoa não aborte, mas sim, para que ninguém se aproxime dessas pobres mulheres e lhes ofereça um folheto contra o aborto. E também, segundo a própria Donna Quinn, “todas as religiões organizadas são imorais em sua discriminação de gênero”.

O discurso relativista e anticristão não é exclusividade no Brasil e nem no EUA, é um fenômeno global. Vemos um discurso, sobretudo anticatólico no cinema, carregado de inúmeras mentiras, difamações, exageros e má interpretações da história da Igreja. Mentiras essas, criadas desde o século XVIII.

Obama e um aliado poderoso, Tony Blair

Monsenhor Juan Claudio Sanahuja diz que o “Anticristo será pacifista, ecologista e ecumenista”. Isso é o que tem se desenrolado em todo nosso contexto social. Hoje, a mentalidade do porte de armas é rejeitado por boa parte da população, mesmo que seja arma compra legalmente e a pessoa seja habilitada para o manuseio e mesmo que seja para defesa da integridade física própria ou da família. A questão ecológica também é uma constante nos meios de comunicação em massa. Há essa preocupação pelo meio ambiente, que também é uma preocupação da Igreja, no entanto, a Igreja entende que a prioridade é a vida humana. Já os ativistas da nova era, entendam que a natureza esteja acima de tudo e que nada difere um ser humano do mico leão dourado, por exemplo. E o pensamento ecumenista acima de tudo, ou seja, o fim dos dogmas, de doutrinas, de verdades de fé. Tudo isso há que ser negado, pois senão, não haverá diálogo inter religioso e por conseqüência haverá discriminações.

Nesse grande projeto de religião universal, o então presidente Barack Obama, pode contar com o então ex-primeiro ministro britânico Tony Blair, que é fundador do grupo de estudos “Tony Blair Faith Foundation”, que tem entre outras atribuições reconstruir as grandes religiões. Essa poderosa parceria, fez com o que o projeto da religião universal avançasse pelo menos uns dez anos além do planejado.

Segundo a fundação de Blair com o apoio de Obama, as religiões deverão ser reduzidas ao mesmo denominador comum, ou seja, deverão ser esvaziadas de usa própria identidade. Isso não pode ser feito senão com o estabelecimento de um direito internacional inspirado em Hans Kelsen (1881-1973) e chamado a legitimar todos os direitos das nações soberanas. Este direito também será aplicado sobre as religiões do mundo, de modo que nova “fé” seja o princípio unificador da sociedade global. Essa nova “fé”, esta princípio unificador, deverá permitir o progresso dos Objetivos do Milênio para o Desenvolvimento.

Claramente, esse plano praticamente extingue a liberdade religiosa, pois será imposta uma nova leitura da religião, baseada no “politicamente correto” das Sagradas Escrituras. Ou seja, a verdade evangélica não mais existirá, será esvaziada de modo que atenda e agrade a todos, independente de fé ou crença.

Monsenhor Sanahuja analisa as decisões de Obama e Blair e chega à conclusão que essas duas vontades, sendo uma com o objetivo de subjugar o direito e outra de subjugar a religião, compara essa parceria como a nova versão da águia de duas cabeças. Pois direito e religião são instrumentalizados para “legitimar” seja o for. Semelhante a águia de duas cabeças do escudo do império bizantino, que tanto perseguiu os cristãos e que simboliza o poder total e supremo sobre o mundo.

O Brasil e a Nova Era

Para ser ter uma centralização de poder, ou seja, um governo mundial é necessário que as soberanias dos países sejam quebradas, sejam desfeitas. Obviamente, se hoje a ONU impor algo semelhante haverá uma grande revolta pelo planeta inteiro e certamente não irá ter sucesso.
Mas como bem dizia o saudoso Padre Leo “o demônio tem muita paciência, se tem uma pessoa que tem paciência é o demônio. O demônio tem mais paciência que mineiro”. E a estratégia é feita com paciência, no entanto, não é simples. Mas estão conseguindo grandes êxitos nesse sentido.

Primeiro, criam políticas e fomentam a necessidade da criação de blocos econômicos e por conseqüência o livre acesso nos países membros sem muitas ou quase nenhuma barreira diplomática. Podemos ver isso, por exemplo, na União Européia. É um grupo de países teoricamente independentes entre si, mas que possuem uma unidade econômica e também um governo ou uma administração central.

No nosso caso do Brasil, temos o Mercosul que têm políticas de comércio muito parecidas com o da União Européia, no entanto, com muito menos poder econômico e bélico que o bloco europeu. O continente americano por muito pouco, não se torna um grande bloco econômico proposta na década de 90 chamado ALCA. O Brasil também faz parte do grupo dos BRICs, que tem como países membros o Brasil, a Rússia, a Índia e a China.

Bom, você deve estar se perguntando, o que tem demais nisso?! Ai é que está a grande estratégia! Esses grupos de países aos poucos vão quebrando a soberania de suas nações e o pior, vão criando a mentalidade na população sobre grandes governos centrais. Percebe-se que isso funcionou e funciona muito bem quando foi à saída da Inglaterra da União Européia, houve grande revolta e muitas manifestações.

Então, têm-se vários grupos de países com governos ou administrações centrais vinculados a ONU, que por sua vez exerce grande influência com seus interesses sobre esses países.

É o conceito de governo concebido pelo filósofo francês Montesquieu, que defendia a idéia de pequenos governos independentes, com suas democracias, seus governos locais, suas leis, mas com um governo central que administrasse esses grupos de democracias, a fim de se defender de invasores e ter poder político e econômico se necessário.

Foi nesse molde que o governo dos EUA nasceu. Como o próprio nome já diz “estados unidos”. Lá cada estado tem sua legislação e seu código penal e tem o governo central, o governo federal. Muitos acreditam que a Constituição Americana é semelhante à brasileira, que descreve o que o cidadão pode ou não fazer, mas não! No EUA, a Constituição determina e delimita os poderes e a limitação do governo central, ou seja, do governo federal sobre os demais governos, o governo dos estados.

Parece ser uma linda história, onde boas pessoas cuidam de seus estados e criam uma comissão para cuidar de todos. Mas na realidade não é bem assim que acontece! Pois para que um governo central cuide e tenha autoridade em relação a outros governos, é necessário que ele seja mais forte e poderoso que todos os outros governos juntos. Hoje, um cidadão americano tem o governo federal como à grande autoridade em seu país e não se questiona isso e já não vem seu país como um grupo de micro democracias.

A estratégia para ir se formando esse governo central é justamente esses grupos de democracias com um governo central. Só que para esse governo central ter poder de decisão é preciso torná-lo poderoso mais que todas as democracias juntas unidas. É assim que a ONU tem conseguido lograr grandes êxitos nesse sentido e cada vez ter poder econômico, político, cultural e bélico.

O Brasil, além do Mercosul , nosso pais passa por um processo de criação de um bloco comunista de toda América Latina e Caribe, semelhante ao que foi a União Soviética. Organizada e arquitetada pelo “Foro de São Paulo”, que foi criado pelo então presidente brasileiro, Sr. Luis Inácio Lula da Silva e pelo então presidente cubano, Fidel Castro. Esse projeto está a pleno vapor e só teve alguns contra tempos com a vitória do Macri na Argentina e com o afastamento da presidente Dilma Roussef no Brasil.

Mas não se engane! O PSDB e o PMDB, por exemplo, não fazem oposição ao PT nesse projeto. Ao contrário do que muitos acreditam, são partidos de esquerda, partidos marxistas! Eles têm aqui no Brasil a briga pelo poder, mas no projeto dessa grande nação comunista eles andam de mãos dadas.

O Foro de São Paulo se utiliza das mesmas estratégias, subversão da religião, dos valores morais, culturais, patriarcais, etc. Vão introduzindo elementos revolucionários na mente da população aos poucos de modo, que em alguns anos a população tenha mentalidade revolucionária mesmo que não saiba.

Convenção do PC do B, com fotos a esquerda de Karl Marx e a direita de Lênin.

Faça o teste! No seu convívio, diga que você é a favor da privatização dos Correios e da Petrobrás, por exemplo, e veja o resultado. A grande maioria, talvez até todos sejam contra você.

O Brasil é um dos poucos países em que os Correios não têm concorrência, ou seja, os Correios pode trabalhar com preços e condições como desejar, pois não tem concorrentes, no entanto, está quebrado! Em uma auditoria, constatou que nos Correios há um chefe para cada dois servidores e metade desses chefes estão de licença médica. Não precisa ser muito bom em raciocínio para entender que os Correios é só um cabide de empregos e moeda de troca para conseguir os objetivos do governo.

A Petrobrás dispensa qualquer comentário, é uma história muito recente e diariamente está nos telejornais. Assim como os Correios, a Petrobrás também não tem concorrentes para exploração de petróleo e, no entanto, tem um rombo nas finanças tão grande que ainda não se tem o número exato. Uma empresa que foi utilizada para roubar desviar dinheiro público e também é cabide de empregos, já que as nomeações para cargos de diretoria e presidência sempre era baseada em conchavos políticos. E como não há concorrência, a Petrobrás também trabalha com os preços que bem querem. Por isso você vê gasolina na Argentina que foi extraída em território brasileiro mais barata que para população brasileira.

Não estou aqui fazendo apologia a privatizações! Só estou citando como exemplos, que o estado é muito poderoso, dominando o que devemos ou não aprender na escola, como devemos educar nossos filhos e tendo hegemonia em vários segmentos econômicos fundamentais para o desenvolvimento do país. E esse poder estatal é tão entranhado na cabeça do povo, que de forma até inconsciente, de uma forma geral, a população apóia cada vez mais esse agigantamento.

Definitivamente meu irmão e minha irmã, nova era não é teoria da conspiração! É algo muito sério! Como bem fala o Padre Gabriel Vila Verde “se isso não é o fim dos tempos, é um rascunho muito bem feito”.


A Paz!

Fernando Y. Kanizawa
[email protected]

CAMINHO SAGRADO
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www.instagram.com/caminhosagradodosenhor


Referências Bibliográficas

SANAHUJA, Juan Claudio, “Poder Global e Religião Universal”, 1 edição, Editora Ecclesiae

 CARVALHO, Olavo, “A Nova Era e a Revolução Cultural”, 4 edição, Editora Vide Editorial

QUINTELA, Flavio, “Mentiram e muito para mim”, 1 edição, Editora Vide Editorial

AQUINO, Felipe (org.), “A Nova Era, Jesus Cristo, Portador da Água Viva”, 7 edição, Editora Cléofas

VARELA, Alexandre e Viviane, “As grandes mentiras sobre a Igreja Católica”, 2 edição, Editora Planeta

WURMBRAND, Richard, “Era Karl Marx um Satanistas?”, 3 edição, Editora Lux

WOODS, Thomas E. Jr, “Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental”, 9 edição, Editora Quadrante

BITTTENCOURT, D. Estêvão OSB, “Sobre Ocultismo – Mater Ecclesiae”, Editora Letra Capital

DOOD, Bella, “School of Darkess”, 1 edição, Editora The Devin Adair Company

NEWNAM, John Henry Cardeal, Development of Christian Doctrine

Curso On-line site Padre Paulo Ricardo de Azevedo Junior, https://padrepauloricardo.org/

Curso On-line de Filosofia Seminário de Filosofia Professor Olavo de Carvalho, http://www.seminariodefilosofia.org/

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