Os preceitos da Igreja

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Sao Pedro e a Igreja

Muitas das vezes em nosso convívio familiar e social, nós encontramos pessoas que dizem que ser católico é fácil, que na Igreja Católica tudo pode. Normalmente, essas pessoas são aquelas que dizem que um dia foram católicas. Mas na verdade eram os famosos “católicos de IBGE”, ou seja, eram católicos quando tinham que responder o questionário do IBGE, mas nunca iam a Igreja, não rezavam, não estudavam a Bíblia e, portanto, não conheciam a Igreja. Como dizem por ai “sabe nada inocente!” e que atire a primeira pedra, aquela pessoa que não tenha um parente que quando encontra diz isso.
Como sempre digo, ser católico não é tarefa tão fácil assim, mas digo católico de verdade e não esses católicos de IBGE. Ao contrário do que muitos dizem, a Igreja é bastante rígida e não abre mão de dos valores evangélicos que permearam toda a história do cristianismo. Um grande exemplo, muito atual é a questão das pessoas que vivem em segunda união, ou recasados. A Igreja é fiel a Palavra de Nosso Senhor Jesus Cristo e é a única Igreja Cristã que no casamento é um sacramento e por isso, é indissolúvel. Por isso e por várias outras questões a Igreja muitas vezes não é compreendida e muita das vezes é questionada e atacada, mal sabe o povo, que na verdade a Igreja esta preocupada é com a salvação de todos e não exatamente em ter um fã clube.

Além dos 10 mandamentos da Lei de Deus, que são eles: 1- Amar a Deus sobre todas as coisas; 2- Não tomar seu Santo Nome em vão; 3- Guardar domingos e festas; 4- Honrar pai e mãe; 5- Não matar; 6- Não pecar contra a castidade; 7- Não furtar; 8- Não levantar falso testemunho; 9- Não desejar a mulher do próximo e 10- Não cobiçar as coisas alheias, a Igreja Católica Apostólica Romana tem mais 5 preceitos ou Mandamentos da Igreja.

Todo católico é obrigado a observar e seguir esses preceitos, pois assim como o pecado contra os 10 mandamentos da Lei de Deus ser pecado mortal, pecar contra os 5 preceitos da Igreja também é pecado mortal, ou seja, uma pessoa que morre com um pecado mortal que seja, sem se confessar, sem expiar, vai direto para o inferno. Isso é doutrina da Igreja Católica, você mesmo pode conferir no Catecismo da Igreja, no parágrafo 1472.

Vivemos num mundo que cada vez mais vê Deus num olhar utilitarista, um olhar do “deus servo” que esta ali para servir a pessoa e quando não precisa mais é deixado de lado. Não! Isso está errado! O próprio Jesus vai questionar isso em São Lucas 6, 46 “Por que me chamais: Senhor, Senhor… e não fazeis o que digo?”. Nós devemos ouvir e obedecer a Igreja, a Igreja de Cristo, pois o próprio Jesus Cristo diz isso em São Lucas 10, 16 “Quem vos ouve a mim ouve; e quem vos rejeita a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou”, também podemos ver essa confirmação em Efésios 3, 10 “Assim, de ora em diante, as dominações e as potestades celestes podem conhecer, pela Igreja, a infinita diversidade da sabedoria divina”.

Os preceitos ou mandamentos da Igreja não são para “concorrer” com os mandamentos de Deus e tão pouco para oprimir seus fiéis, pelo contrário! A observância dos preceitos da Igreja nos ajuda a observância dos Mandamentos da Lei de Deus.

Vejamos um a um:

1-    Participar Missa inteira nos domingos e festas de guarda.

O católico tem a obrigação de participar da Santa Missa pelo menos aos domingos e dias de preceitos, ou seja, dias de festas instituídos pela Igreja. São dias que comemoramos outros Mistérios de Nosso Senhor, da Virgem Santíssima, dos Anjos e Santos.

Muitos assistem pela TV e acham que é o suficiente, mas não é. A menos que não seja possível por alguma situação de doença, locomoção ou algo que realmente impeça de ir a Igreja. O Catecismo da Igreja Católica recomenda que a Missa do domingo seja a Missa paroquial, ou seja, na comunidade em que freqüenta e dá 4 motivos para isso: 1- a fim de que aqueles que pertencem à mesma paróquia se unam para orar, juntamente com o pároco, que é seu chefe espiritual; 2- a fim de que os paroquianos participem mais do Santo Sacrifício, que é aplicado principalmente por eles; 3- a fim de que ouçamos as verdades do Evangelho que os párocos têm a obrigação de expor na Santa Missa e 4- a fim que conheçam as prescrições e avisos que se dão estação da referida Missa.

Muitos que se dizem cristãos, se forma legalista questionam o domingo ser o dia do Senhor. Mas a Igreja, a Tradição e a própria Bíblia vem dizer que foi o domingo que Cristo ressuscitou, por isso, domingo é o dia do Senhor. É um dia realmente de festa, uma pequena páscoa que se deve viver em comunhão familiar e comunitária, dia que não se deve fazer jejum e penitência.

O Catecismo da Igreja Católica, diz no parágrafo 2175 “O domingo distingue expressamente do sábado, ao qual sucede cronologicamente, a cada semana, e cuja prescrição ritual substitui, para os cristãos. Leva a plenitude, na Páscoa de Cristo, a verdade espiritual do sábado judeu e anuncia o repouso eterno do homem em Deus. Pois o culto da lei preparava o mistério de Cristo e o que neles se praticava prefigurava, de alguma forma, algum aspecto de Cristo. Aqueles que viviam segundo a ordem antiga das coisas voltaram-se para a nova esperança não mais observando o sábado, mas sim o dia do Senhor, no qual a nossa vida é abençoada por Ele por sua morte”

Na Bíblia também fala que o dia do Senhor é no domingo, conforme Atos 20, 7 “No primeiro dia da semana, estando nós reunidos para partir o pão, Paulo que havia de viajar no dia seguinte, conversava com os discípulos e prolongou a palestra até a meia-noite”, no Santo Evangelho também vai afirmar que Cristo ressuscitou no domingo, conforme São Mateus 28, 1 “Depois do sábado, quando amanhecia o primeiro dia da semana, Maria Madalena e outra Maria foram ver o túmulo”. Podemos ver também em Apocalipse 1, 10 “Em um domingo, fui arrebatado em êxtase, e ouvi, por trás de mim, voz forte como de trombeta” e também em 1 Coríntios 16, 2 “No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte o que tiver podido poupar, para que não esperem a minha chegada para fazer as coletas”.

Portanto, domingo é dia de Santa Missa! Domingo sem Missa, semana sem Graça!

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2-    Confessar-se ao menos uma vez cada ano

É o mínimo que a Igreja pede uma confissão por ano, mas a própria Igreja diz que uma vez ao ano é pouco, pois desse modo é quase impossível fazer um bom exame de consciência e, portanto, fazer uma boa confissão.

Esse sacramento, assim como os demais, bastante questionado. Mas é uma ordem de Jesus Cristo, conforme São João 20, 22-23 “Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, lhes serão perdoados; aqueles que a quem retiverdes, lhes serão retidos”. Alguns alegam que Jesus disse isso a todos, mas no versículo 19 diz “Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhes ele: A paz esteja convosco!”, ou seja, Jesus disse apenas aos Apóstolos, portanto meu irmão e minha irmã, se ainda tem dúvida quanto ao Sacramento da Confissão, a partir de hoje não tem mais.

De uma forma geral, as pessoas têm bastante curiosidade sobre exorcismos, mas poucos sabem que a Confissão também é um ritual de exorcismo. Os padres exorcistas, como por exemplo, Padre Duarte Sousa Lara, um dos exorcistas mais conhecidos no mundo, diz que a eficácia do exorcismo depende muito da Confissão e ele explica, segundo Padre Duarte, o pecado dá legalidade ao demônio agir na vida da pessoa e mesmo com o ritual do exorcismo, o demônio pode novamente voltar a atacar, porque ele ainda tem a legalidade. A Confissão vem e encerra essa legalidade e, portanto, fecha a porta para esses ataques.

Para se ter o perdão de Deus, é preciso ter arrependimento e a vontade de não querer mais pecar. Confessar sem o arrependimento ou então, confessar sabendo que voltará a pecar em plena vontade é chamado de confissão sacrílega, ou seja, não tem validade.

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3-    Comungar ao menos pela Páscoa da Ressurreição

A Igreja pede ao fiel, que pelo menos uma vez no ano comungue e que seja na Páscoa. Bom, ai você pode estar pensando, se é obrigado a participar todo domingo da Santa Missa e dias de preceitos e comungar apenas uma vez!? Meu irmão e minha irmã, isso é um grande zelo que a Igreja tem pelas coisas Santas pela salvação das almas. As pessoas não podem aproximar-se da comunhão em pecado, é o que São Paulo vai dizer em 1 Coríntios 11, 27-29 “Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor. Que cada um se examine a si mesmo e, assim, coma desse pão e beba desse cálice. Aquele que come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, como e bebe a sua própria condenação”.

A Eucaristia é Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo! Infelizmente muitos não dão muito valor a essa preciosidade. Tempos atrás, vi um documentário sobre as maiores fotos do espaço e fiquei encantando com aquilo e fiquei a pensar como Deus é tão misericordioso e como nos ama tanto. O mesmo Deus que é imensamente maior que o espaço e que tudo, se faz tão pequeno na Eucaristia para nós, indignos pecadores.

Muitos acham que a Eucaristia é apenas um símbolo, mas não é! Vejamos em São Mateus 26, 26-28 “Durante a refeição, Jesus tomou o pai, benzeu-o, partiu-o e o deu aos seus discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto é o meu corpo. Tomou depois o cálice, rendeu raças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos, porque isto é o meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados”.

A história da Igreja é cheia de milagres Eucarísticos, em que a Eucaristia se transforma e carne e sangue durante a consagração, talvez o mais conhecido de todos seja o milagre de Lanciano.

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4-    Jejuar e abster-se de carne quando manda a Santa Mãe Igreja

A Igreja recomenda a prática do jejum ou pelo menos a abstenção de carne na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira Santa. Esses dois já são bem conhecidos, mas a Igreja também recomenda que toda a sexta-feira seja feito o jejum ou abstinência. Sim, toda sexta-feira, não somente na sexta-feira Santa, portanto pelo menos uma vez por semana.

As pessoas que podem e devem fazer jejum, são as pessoas com idade entre 14 anos e 60 anos, ou seja, o início do que a Igreja chama de idade da razão e até os 60 anos que as pessoas de uma forma geral têm plena saúde. Claro, que se você tem mais de 60 anos e tem condições para a prática, que a faça, isso é apenas uma regra geral da Igreja, por zelo e segurança dos fiéis.

Se você tem algum problema de saúde e não pode jejuar, pense em alguma abstinência que pode fazer, por exemplo, você gosta muito de refrigerante, nesse dia não beba refrigerante. Ou então, você faz algum trabalho que exige mais esforço físico e tem risco de se machucar e por isso, não pode jejuar, escolha algo que goste e abstenha-se nesse dia.

O jejum é a mortificação da nossa carne, a expiação de nossos pecados. Quando pecamos, temos duas coisas, a culpa e a pena. A culpa é perdoada por Deus na confissão, mas a pena fica. Iremos pagar aqui ou após a morte, o que a Igreja chama de Purgatório. Quando jejuamos diminuímos nossa pena no Purgatório.

O próprio Jesus jejuou antes de iniciar Seu ministério público, conforme São Mateus 4, 1-11. Agora meu irmão e minha irmã, se Jesus que é Jesus jejuou, quem somos nós para não jejuarmos?!

Quando jejuamos dizemos não a carne e sim ao espírito; quando jejuamos dizemos não ao mundo e sim ao céu. Portanto, tenha essa prática não como um peso, mas sim, como uma grande bênção.

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5-    Pagar dízimos segundo o costume

A prática do dízimo foi banalizada pelos mercadores da fé contemporâneos. Dízimo não é barganha com Deus, não é troca de favores! Dízimo é sim, uma pequena parte da retribuição do nosso amor a Deus.

O Dízimo é bíblico, há várias passagens bíblicas que falam do dízimo, mas vamos pegar de Malaquias 3, 10 “Pagai integralmente os dízimos ao tesouro do templo, para que haja alimento em minha casa. Fazei a experiência – diz o Senhor dos exércitos –e vereis se não vos abro os reservatórios do céu e não derramo a minha bênção sobre vós muito além do necessário”.

O Código de Direito Canônico vai dizer no número 222 “§ 1. Os fiéis têm a obrigação de prover às necessidades de Igreja, de forma que ela possa dispor do necessário para o culto divino, para as obras de apostolado e de caridade, e para a honesta sustentação dos seus ministros.§ 2. Têm ainda a obrigação de promover a justiça social e, lembrados do preceito do Senhor, de auxiliar os pobres com os seus próprios recursos” e no parágrafo 2043 no Catecismo da Igreja vai dizer “O quinto mandamento (ajudar a Igreja em suas necessidades) recorda aos fiéis que devem ir ao encontro das necessidades materiais da Igreja, cada um conforme as próprias possibilidades”.

Portanto meu irmão e minha irmã temos a obrigação sim, de fazer doações regulares para manter a Igreja e suas obras sociais. Talvez você não possa devolver os 10%, não se preocupe! Devolva o que pode, ou quem sabe, você possa devolver até mais que os 10%, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo por isso.

Importante lembrar que na segunda carta de São Paulo a Coríntios, capítulo 9, versículos 6 a 8 vai dizer “Convém lembrar: aquele que semeia pouco, pouco ceifará. Aquele que semeia em profusão, em profusão ceifará. Dê cada um conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama o que dá com alegria. Poderoso é Deus para cumular-vos com toda espécie de benefícios, para que, tendo sempre e em todas as coisas o necessário, vos sobre ainda muito para toda a espécie boas obras”.

Dízimo é uma questão de fé!
Dizimo
Meu irmão e minha irmã, esses preceitos ou mandamentos da Igreja nos ajudam a viver observar melhor os 10 mandamentos da Lei de Deus, como disse no início do texto, no entanto, fazemos um paralelo da nossa vida escolar com a vida espiritual. Na escola, o aluno que tira a média, geralmente 5,5 passa de ano não é mesmo?! Pode dizer que é um bom aluno? Certo que não, é um aluno mediano. Esses preceitos que a Igreja tem seria a nossa média, o nosso 5,5 de nota, ou seja, se cumprirmos apenas os preceitos, teremos nota 5,5. Passaremos de ano? Sim, mas seríamos bons cristãos? Não, seríamos cristãos medianos.

Portanto meu irmão e minha irmã, não seja mediano! Faça mais, se puder ir mais vezes por semana na Santa Missa vá; se puder confessar-se toda semana, todo mês, assim o faça; se puder comungar todos os dias, assim o faça; se puder jejuar duas, três ou até mais vezes por semana, assim o faça e se puder devolver mais que os 10% de dízimo, ofertar assim o faça. Desse modo, não seremos mais cristãos medianos, estaremos acima da média.

Não podemos buscar uma vida mediana, uma vida medíocre, precisamos buscar ser acima da média. Não para mostrar para os outros que somos bons, mas sim, nesse caso, para sempre estarmos cada vez mais próximos de Deus, de nossa salvação e também para ajudar as demais pessoas.


A Paz!

Fernando Y. Kanizawa
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