Padres que opinaram nas eleições podem ser punidos

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No dia 26 de setembro de 2018, o Arcebispo de Goiânia-GO, Dom Washington Cruz, emitiu um comunicado aos Presbísteros para que não opinem e, portanto, não influenciem nas eleições. Foram muitos Padres que de forma corajosa diria, expressaram o desejo de mudança e por consequência o candidato que votariam para o mais alto cargo do Poder Executivo.

Dentre esses Padres, talvez, o que tenha causado mais alvoroço em seu posicionamento foi o Padre Cleidimar Moreira, por ter muitos seguidores em suas redes sociais e ter o nome conhecido nacionalmente. Houveram outros na região de Goiânia, como, por exemplo, o Padre Gilmar Serafim de Trindade-GO.

Particularmente, acredito que houve um grande sensacionalismo de muitos quanto ao comunicado do Arcebispo, inclusive em algumas páginas católicas com a alegação do Arcebispo ser marxista e assim por diante, todavia, acredito que foi uma medida pastoral a fim de evitar ainda mais acirramento em uma eleição com nervosismo sem precedentes.

Sou um católico leigo e portanto, vivo em meio a outros leigos e algo que é bastante recorrente em nossas conversas é a dor no coração que as pessoas que amam a Igreja têm de ver uma ala dentro da Igreja com viés marxista, chamado de “teologia da libertação”, que nada mais é que a interpretação da Sagrada Escritura por uma ótica materialista e ateia, ou seja, na prática, a interpretação da Bíblia na ótica revolucionária comunista. Esse movimento foi condenado pela Santa Sé e combatido fortemente pelo então Papa João Paulo II.

Esse movimento teve seu ápice no final da década de 80 e início da década de 90, alastrando-se para fora da Igreja Católica Apostólica Romana, atingindo a Igreja Católica Ortodoxa e as igrejas protestantes com o nome de “teologia da missão integral”.

Como católico, às vezes fico um pouco incomodado com algumas pessoas que insistem na separação de movimentos. Alguns defendem com tanto vigor a ala mais tradicional já outros, os carismáticos. Eu, por exemplo, gosto da espiritualidade carismática mas meus estudos e formações em sua grande maioria são dados em ambientes tido de linha mais tradicional. Algo que tem me chamado a atenção nesses últimos meses é o alinhamento de pensamento de tradicionais e carismáticos acerca das eleições pois em sua imensa maioria tem o mesmo candidato, ou seja, no candidato Jair Messias Bolsonaro.

O comunicado do Arcebispo que para alguns foi visto como um “cala boca” aos que vão contra candidatos e/ou partidos de esquerda, haja visto, a ligação do Arcebispo ao líder do MST, José Valdir Misnerovicz que não é segredo para absolutamente ninguém é um movimento com profunda ligação ao PT.

O Bispo Auxiliar, Dom Moacir Arantes por sua vez é coordenador da “Pastoral da Juventude” que é um dos braços do movimento que falamos a pouco de viés marxista, a “teologia da libertação”.

Não quero aqui tapar o sol com a peneira afirmando que infelizmente não haja militância de ideologia marxista dentro do clero, sobretudo, dentro do alto clero mas no caso específico do que aconteceu e acontece na Arquidiocese de Goiânia me enche de esperança, afinal, o comunicado do Arcebispo foi para não influência nas eleições não mencionando candidato e/ou partido.

Quem sabe pelos ânimos quentes dessas eleições seja o início do fim da influência viés marxista em nossas comunidades sem Padres falando de problemas sociais em suas homilias, sem Padres fazendo claramente defesa de políticos presos, sem Padres relativizando os milagres e os Sacramentos, sem Padres com ligação a movimentos sociais que por sua vez tem estreita ligação com partidos políticos que em suas pautas são contra o que Cristo ensinou que se nota com muita facilidade nas comunidades mais distantes no subúrbio de Goiânia e na cidade vizinha Aparecida de Goiânia.

Digo isso, porque Dom Washington notadamente um homem coerente no dia 13 de agosto de 2018 em um outro comunicado emitido condenou os ataques contra a Igreja Católica na mídia, falou sobre a militância LGBT que tanto influencia novelas e seriados com a ideologia de gênero e aborto. Essas pautas são de partidos de esquerda como PT, PSOL, PC do B, PSTU, etc e de partidos tidos como de centro esquerda como PDT, PPS, etc.

Dias atrás uma pessoa me dizia “O Padre X tem rabo preso com Fulano porque eu vi eles conversando”. Ora, o fato de uma pessoa conversar com outra ou manter algum tipo de contato não significa necessariamente que haja algum tipo de influência. Os Padres são os pais espirituais de todos, de simples trabalhadores a empresários, dos eleitores aos candidatos. Não tem como um Padre falar que não vai atender uma determinada pessoa por ela pertencer a um grupo que tem demasiada animosidade com a doutrina da Igreja.

Já participei de algumas Missas presididas pelo Dom Washington e também pelo Dom Moacir em nenhuma delas, nas homilias foi falado algo que caracterizasse como teólogo da libertação, que é bastante perceptível.

Padre Cleidimar Moreira já foi meu pároco, ele era responsável pela Paróquia onde eu e minha família recebemos Sacramentos e nesses anos que pude ouvir suas homilias nunca ouvi ele citar nomes de políticos e partidos. Havia sim, um claro descontentamento pelos rumos que o Brasil seguia e com a corrupção e até onde sei e pude acompanhar, Padre Cleidimar Moreira mesmo com suas limitações que todos têm se superou em muitos aspectos, foi um bom pároco.

A preocupação do Padre Cleidimar, aliás, de muitos Padres é que o povo padeça como tem padecido já por anos nas mãos do governo petista que claramente tem muito mais que a intenção de governar o Brasil, mas sim, tem um grande projeto de poder totalitário. A preocupação é muito nobre, já que o que não faltam são argumentações históricas para essa preocupação, como por exemplo, no México, Espanha, França, União Soviética, China, Coréia do Norte, etc e com nossos vizinhos Bolívia em que chegou a ser proibido o culto religioso e na Venezuela que além da miséria material imposta pelo ditador Maduro, há também perseguição religiosa.

Vídeo do Padre Cleidimar Moreira

 

Vídeo do Padre Gilmar Serafim

Mas enfim… o comunicado na verdade trás esperança pelo fim da influência política pelo menos dentro da Diocese de Goiânia de qualquer natureza ou ideologia e também pelo fim dos eventos e seminários que acontecem nas dependências da PUC que abordam e defendem temas como ideologia de gênero.


A Paz!

Fernando Y. Kanizawa
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