Teologia da libertação, a interpretação do cristianismo através da ótica materialista e anticristã

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Vejo muitos cristãos fazendo oposição à ideologia marxista/comunista especialmente com a ótica pura e simples do capitalismo liberal, achando que essa é a posição que a Igreja, no caso, a Igreja Católica Apostólica Romana tem. Fazem essa oposição achando que estão defendendo a posição da Igreja, mas se enganam.

A Igreja Católica não se declara de direita e muito menos de esquerda!  É bem verdade que a Igreja defende o direito a propriedade privada e o livre mercado, contudo também condena o liberalismo econômico. O liberalismo pode ser considerado a causa ou uma das causas desse crescimento da cultura de morte, sobretudo do aborto.

Devido à constante busca pelo dinheiro e crescimento profissional, colocamos as pessoas no lugar das coisas. Se for útil que venha, se não é que se afaste. E isso se estende a paternidade, aos nossos filhos. Se uma gravidez numa determinada fase da vida vai atrapalhar o meu crescimento profissional, então aborte a criança. Infelizmente é esse pensamento que muitos têm e mais triste ainda, de pessoas que se dizem cristãs.

Por outro lado, os marxistas “adotaram” a bandeira de defesa aos pobres e necessitados, que na verdade é uma causa genuinamente cristã e a cobriram com uma boa porção de mentiras e vendem essa idéia como a salvação do mundo. É uma verdade, porém revestida de uma espessa camada de mentiras.

Mas por que mentira? É mentira, pois anulam o pensamento transcendente do homem, ou seja, o pensamento que exista continuidade da vida mesmo após a morte, anula-se a fé em Deus! A ideologia marxista busca um paraíso aqui na terra, uma sociedade justa e igualitária aqui. O próprio Cristo vai nos dizer em São Mateus 26, 11 “Pobres vós tereis sempre convosco. A mim, porém, nem sempre me tereis.”

Também podemos ver em São Mateus 6, 19 “Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam.”

Então por que a Igreja se posiciona tão mais duramente contra a ideologia marxista e por conseqüência de políticas de esquerda? A resposta é simples! Na ideologia marxista, a religião é uma inimiga, Deus deve ser banido! Deus e a religião são inimigos, pois deixam ao homem essa esperança da vida após a morte, da transcendência e se uma pessoa tem esperança num mundo justo após sua morte, porque irá lutar para um mundo justo aqui?! Óbvio que estou dizendo um mundo justo segundo os marxistas. Karl Marx dizia que a religião é ópio do povo. A palavra ópio pode ser entendida como uma droga, um narcótico.

Claro que como genuínos cristãos temos o dever de lutar por uma sociedade cada vez mais justa! Mas o preço disso nunca deve ser a extinção da fé em Deus! Assim como a Igreja é muito mais invisível do que visível, ou seja, somos parte do Corpo de Cristo (conforme 1 Coríntios 12, 12), tendo Jesus Cristo como cabeça desse Corpo (Colossenses 1, 18), ou seja, a Igreja passa por dentro de nós e como somos filhos de Deus e Deus é amor, portanto somos sinais vivo do amor de Deus nesse mundo, temos a obrigação de sermos o reflexo da face amorosa e misericordiosa de Deus nesse mundo.

Temos uma idéia muito errada de idolatria! Idolatria é tudo aquilo que está no lugar de Deus ou entre Deus e nós. “Deuses” muito cultuados são o poder e o dinheiro! E esses deuses são comuns entre os que defendem as idéias liberais e as que defendem as idéias marxistas. Todos os meios justificam o fim, assim pensa a nossa sociedade. Pouco importa se é moralmente corretos ou não, muitos se perdem pela constante busca do poder e do dinheiro.

Ser bem sucedido profissionalmente e ter dinheiro é pecado? Claro que não! É graça de Deus! Pecado é chegar ao sucesso de forma desonesta e imoral e ter dinheiro é pecado a partir do momento que ele (o dinheiro) comece a te controlar, a ser o seu Deus.
Tudo o que temos vem por graça de Deus e se por graça de Deus devemos ajudar os irmãos mais necessitados de forma amorosa de voluntária, assim como Cristo nos ensinou. E não através de invasões e desapropriações.

Devemos evangelizar com nossas atitudes e como lidamos com o que Deus nos dá. A grande maioria das pessoas com que convivemos conhecerá o Evangelho de Jesus apenas pelo nosso testemunho de vida e qual é o testemunho que temos dado? Cabe uma reflexão muito séria e profunda quanto a isso.

Claro que não faltam lobos em peles de ovelhas, são muitos os contra testemunhos infelizmente. Alguns constroem verdadeiros impérios com doações dos fiéis que o pseudo pretexto de fazer caridade e levar o reino de Deus a mais pessoas e por outro lado, muitos tentam resumir o cristianismo a uma ideologia pura e simples, como falamos.

Após o fracasso da revolução soviética mesmo com a morte de aproximadamente 15 milhões de pessoas, simplesmente por serem contras ao regime comunista, o pensador marxista Antonio Gramsci dizia “Não tomem quartéis, tomem escolas e universidades; não ataquem blindados, ataquem idéias.”

Seus seguidores seguiram e seguem isso ao pé letra. Hoje, por exemplo, a cultura brasileira e a imprensa são quase toda de pensamento marxista, ou seja, pensamento ateu e relativista. Infelizmente isso se estende também a religião, pois vendo que não podiam ter o combate direto as religiões especialmente a Católica se infiltraram através do que chama de teologia da libertação. A idéia é corroer por dentro as verdades de fé e aos poucos ir minando o pensamento contrário ao pensamento revolucionário.

A teologia da libertação consiste em resumir ou interpretar o cristianismo através da ótica marxista. Quando você ver algum sacerdote dizendo que, por exemplo, Jesus não multiplicou os pães e o que houve ali foi na verdade uma partilha, que os que puderam levar pães partilharam, saiba que é adepto da teologia da libertação. Esse pessoal tem Jesus não como um Messias, mas sim, como um libertador social. Não tem Jesus como um libertador do pecado, mas sim, um libertador das diferenças sociais.

Os adeptos da teologia da libertação profanam o que é sagrado! Infelizmente, cada vez mais comum ver as famosas missas afros em que no meio a Santa Missa, ao Sacrifício de Cristo se incorpora símbolos e/ou ritos do candomblé, pois segundo eles é uma inculturação, pois a Missa não é Sacrifício, mas sim um símbolo. Se a Missa é um símbolo, a Eucaristia também é e por isso não tem problema ser celebrada no chão ou então servida em pratos de plástico ou então, pior ainda, ser “consagrada” por uma pessoa leiga, por um transexual.

Em síntese, a teologia da libertação é um câncer! Temos no Brasil como expoentes Leonardo Boff e Frei Beto. Acredito que já deve ter visto pelo menos um deles em programas de TV ou portal de notícia destilando suas opiniões heréticas.

Muito cuidado! Vivemos em um tempo de perseguição ideológica pesada! Mais do que nunca precisamos de cristãos católicos bem formados em sua fé e que tenha uma vida de oração constante para defesa de nossa fé.

Nosso Senhor vai dizer em São Marcos 9, 40 “Pois quem não é contra nós, é a nosso favor” e se alguém persegue o que Cristo nos ensinou e o que Sua Igreja diz é contra nós. E quem é contra Deus?! O próprio Satanás!

O escrito Richard Wurmbrand em seu livro “Seria Karl Marx um satanista?” ele afirma já no início de sua obra que é difícil fazer tal afirmação, mas através de um trabalho de pesquisa sobre a vida e as obras de Marx, dá sinais claríssimos quanto a isso. Humildemente recomendo a leitura desse livro.

Como diz o Apóstolo Paulo em sua carta aos Efésios 6, 12 “Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares.”


Paz e bem!

Fernando Y. Kanizawa
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CAMINHO SAGRADO
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